Sociedade

TRAGÉDIA EM MINAS GERAIS

Pimentel dá coletiva de imprensa na sede da Samarco

Fernando Pimentel (PT) em coletiva de imprensa realizada em Mariana neste domingo, disse que o número de vítimas é alto e que a empresa está "cuidando do que é de responsabilidade dela."

domingo 8 de novembro de 2015| Edição do dia

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), em Coletiva de Imprensa realizada dentro da empresa Samarco afirmou hoje o número oficial de 28 desaparecidos, sendo 13 operários e 15 moradores e que esse é um número de vítimas alto, e todo esforço do governo estadual e das prefeituras locais para atender a população está sendo realizado.

Pimentel disse também que " a barragem rompeu, é uma tragédia. Está sendo um esforço grande do governo do Estado e das prefeituras locais e a empresa está cuidando do que ela é responsável".

Questionado sobre as flexibilizações em relação ao licenciamento ambiental, o governador afirmou que não abre mão de exigências, mas sim em relação aos prazos, afirmando a necessidade de haver maior agilidade para aceitação e execução dos contratos das empresas. Ele afirmou "foi no projeto atual que rompeu as barragens, por isso, ele tem que ser revisto".

Segundo o governador “Não podemos apontar culpados, sem uma perícia técnica mais apurada”, colocando sua posição sobre a investigação das causas e dos responsáveis, uma vez que explode a indignação da população frente a falta de aviso sonoro da empresa, os avisos ignorados dos trabalhadores sobre ruídos e tremores nas barragens e o papel das grandes mineradoras da região, como a Vale.

Flavia, professora de Contagem e dirigente do MRT, direto da Coletiva de Imprensa disse “A coletiva de imprensa aconteceu na sede da Samarco. O Centro de Operações de busca e resgate fica dentro da empresa também, sem acesso da população, dos trabalhadores ou da imprensa. A gestão de uma tragédia imensa está sendo feita entre as quatro paredes da mineradora. Impossível não haver intromissão da empresa nas decisões do governo. Mostra apenas que o governo é responsável pelas mortes e danos junto às mineradoras.”




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