Política

CORRUPÇÃO

Pezão recebeu propina de R$ 50 mil, revela mensagem de celular

Enquanto servidores do Estado do Rio seguem com o salário de abril e maio atrasados, mensagem de celular entre Pezão e Luiz Carlos Bezerra indica que o governador recebeu R$ 50 mil de propina em novembro de 2013.

quinta-feira 22 de junho| Edição do dia

A mensagem de celular datada de 2013 entre Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Luiz Carlos Bezerra, descoberta pela Operação Lava-Jato, mostra pagamento de propina no valor de R$ 50 mil para Pezão, até então vice-governador de Sérgio Cabral (PMDB). Bezerra é identificado pela Policia Federal como o operador financeiro da quadrilha liderada pelo ex-governador e réu confesso Sérgio Cabral.

A referida mensagem de celular foi encontrada no aparelho de Bezerra que foi apreendido pela PF no ano passado quando foi preso.

Os servidores do Rio estão com salários atrasados há dois meses, enquanto isso o governador faz malabarismos para se desviar das diversas acusações de corrupção contra ele. Como Pezão tem foro privilegiado, aguarda-se uma menção do ministério público ao Superior Tribunal da Justiça.

Outros documentos de Bezerra apreendidos pela PF já haviam implicado Pezão no esquema de corrupção. Em Fevereiro desse ano, noticiamos a descoberta de anotações apreendidas pela PF nas quais Bezerra faz menção ao pagamento de propina de R$50 mil do grupo de Cabral para Pezão também em 2013.

Segundo delação premiada do ex-executivo da Odebrecht, Leandro Azevedo, Cabral organizou o pagamento de doações ilícitas da Odebrecht para a campanha eleitoral de Pezão em 2014.

O diretor de infraestrutura da Odebrecht, Benedicto Júnior, contou à PF que foram pagos mais de R$20 milhões à campanha de Pezão para que se garantisse a continuidade da gestão peemedebista no estado a fim de assegurar os investimentos da empreiteira. As propinas foram pagas diretamente para o dono da agencia de publicidade da campanha de Pezão.

Trata se de mais um desdobramento da Operação Lava-Jato que confere ao judiciário maior protagonismo político em meio à crise que o país atravessa e que visa reorganizar o mercado nacional para garantir maior acesso do capital imperialista no Brasil




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