CRISE DO RIO DE JANEIRO

Pezão entra em 2018 repetindo o calote ao servidor e as mesmas promessas furadas de 2017

terça-feira 2 de janeiro| Edição do dia

FOTO: Agência Brasil

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, fez sua passagem de ano repetindo o calote dado no servidor público em 2017 e 2016. Suas promessas para 2018 são repetir o que fez desde que assumiu o cargo: deixar servidores na penúria enquanto segue dando isenções fiscais aos capitalistas que financiam seu partido e seus esquemas.

No Rio de Janeiro, são 70 mil servidores que até agora não receberam o mês de novembro de 2017, a virada passou e o governo não pagou. Entre ativos, inativos, pensionistas etc. Não há sequer previsão para este pagamento, um silêncio sepulcral por parte do governo, que vem prometendo e não cumprindo suas datas de pagamento já atrasadas, durante todo o ano.

Já o pagamento de dezembro e o décimo terceiro, este não há nenhum sinal mesmo. Para o conjunto dos servidores do estado do Rio de Janeiro, 2017 já passou, mas as contas, o empréstimo consignado, as altas taxas dos bancos, as dívidas, tudo isto ainda é a dura realidade de 2018.

Enquanto isto, para os grandes capitalistas o governo dá tudo. Jacob Barata Filho, dono da maior parte das empresas de transporte do Rio denunciando acusado de tomar a dianteira em um grande esquema de distribuição de propinas em troca de manter a cara tarifa dos transportes, segue livre por beneplácito da justiça, e lucrando horrores com suas empresas. Os capitalistas da Ambev seguem com vultosas isenções fiscais dadas por Pezão, que ainda em 2017 concedeu R$ 650 milhões à esta multinacional. Jorge Paulo Lemann, dono da Ambev e homem mais rico do Brasil segundo a Forbes, deve ter ficado muito feliz com isso.

Chantagens de 2017 também continuam em 2018

A transferência das ações da CEDAE para a iniciativa provada, propagandeado pelo governo como "grande negócio para salvar o Rio" também encontraram problemas nos trâmites judiciais. É que parte das ações já servem de garantia em um empréstimo junto a um banco Chinês. O empréstimo, que segundo Pezão, antes seria no valor de R$ 3,5 bilhões, já baixou para R$ 2,9 bilhões segundo o próprio governo. Pezão segue firme na tentativa de privatizar a CEDAE mesmo assim, mostrando que não se trata de arrecadar nada, e sim de um projeto nacional de entrega das companhias de saneamento básico e de gestão das reservas de água, que são estratégicas e por isso os capitalistas estrangeiros estão de olho.

Da mesma forma, com a UERJ, Pezão segue a declarar que a Universidade receberia muitos repasses, ensaiando um discurso de que parte dela, ou toda, deveria passar para a iniciativa privada.

Todas estas mentiras deslavadas contam com o apoio da Rede Globo, que na hora dos ataques, serve como uma agência de notícias do governo em favor das privatizações, da retirada dos direitos, escondendo que os verdadeiros gastos do estado são com os salários dos políticos, com os benefícios fiscais para capitalistas, com grandes obras usadas para desviar dinheiro público.

A única saída para a crise do Rio de Janeiro, que não passe por aumentar o desemprego, a miséria social e o desmonte dos serviços públicos de saúde e educação, deve passar pela mobilização nas bases das categorias, retomando os sindicatos e associações de estudantes à serviço da luta dos trabalhadores. Impondo pela mobilização um programa dos trabalhadores e do povo pobre, que deverá ser a taxação das grandes fortunas dos capitalistas e não pagamento da dívida pública, só assim é possível que o descontentamento popular não seja manobrado por alternativas de direita como a Lava-Jato e os Bolsonaro, que querem uma saída autoritária com ataques aos direitos trabalhistas e perseguição à organização dos trabalhadores.




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