CRISE NO RIO

Pezão e o quartel-Alerj querem congelar gastos para acabar com os serviços públicos do Rio

sábado 3 de junho| Edição do dia

Pezão e os deputados, aquartelados na Alerj e protegidos pela Tropa de Choque e os caveirões da polícia militar, não param nos ataques contra os trabalhadores e o povo pobre do Rio. O mais novo projeto destes políticos denunciados em inúmeros esquemas de corrupção é um congelamento dos gastos com serviços públicos.

O projeto de Lei Complementar 42/2017, enviado por Pezão à Alerj e publicado no diário oficial de Terça (30), institui o congelamento nas despesas primárias. As despesas só poderão aumentar levando em conta o menor dos seguintes indicadores: a inflação, ou o aumento de arrecadação, ambos avaliados usando como referência dois anos anteriores do exercício.

O projeto que já está na Alerj, ainda sem data para ser votado, é uma PEC 55 do estado do Rio, e é uma das exigências de Temer em seu plano de "recuperação" fiscal que é um verdadeiro plano de ataques para transformar o Rio de Janeiro em na Grécia. A adesão formal ao plano de Temer também deverá ser votada na semana que vem, com o PL 2885/17.

Despesas primárias são os salários de todos os servidores, além disso, todos os gastos com a manutenção de serviços públicos. Ou seja, basicamente, o governo quer acabar de vez com os serviços públicos, fechar de vez a UERJ, UENF e UEZO, encerrar de vez os leitos em hospitais, acabar com os remédios, as UPAs, as escolas. Tudo!

E claro, propondo este congelamento, Pezão e a Alerj deixam bem claro que as promessas de regularizar o pagamento dos servidores não passa de uma mentira deslavada contada por um bando de ladrões deste estado que é um balcão de negócios dos capitalistas.

O nefasto projeto ainda dá dicas de outros ataques planejados pelo governo. No projeto, o congelamento não ocorrerá para algumas despesas, entre elas o chamado "programa de demissão voluntária", ainda não publicado enquanto projeto de Lei, mas que consta no termo de compromisso que consolida o plano de ajuste fiscal, assinado entre Pezão, Temer e o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Ou seja, depois de não pagar os servidores, fazendo aposentados passarem uma situação de penúria, e servidores trabalhando enquanto acumulam atrasos de salários e dívidas, ao invés de regularizar os salários, o governo oferecerá uma grana para estimular que os servidores peçam demissão.

Veja o PLC 42/2017 na íntegra aqui.

Estão transferindo para as nossas costas a conta das isenções fiscais bilionárias, das trocas de favores com capitalistas como Joesley que ganhou uma fábrica de presente do estado, e da dívida pública que alimenta banqueiros es especuladores. A Lava-Jato e o judiciário vem blindado Pezão porque este se mantém linha de frente dos ataques aos trabalhadores neste balcão de negócios que é o estado do Rio.

É urgente que os sindicatos e as organizações de esquerda tirarem lição de que a estratégia do impeachment não deu certo, e que estes ataques só serão barrados nas ruas e a intervenção independente dos trabalhadores, parando a produção e ocupando as ruas contra os ataques de Pezão e Temer, para que os capitalistas paguem pela crise.




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