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RIO DE JANEIRO

Pezão anuncia pacote que retira direitos e confisca salário do funcionalismo

Em declaração para a imprensa nessa sexta (04), o governador Pezão (PMDB) e o vice Dornelles (PP) apresentaram o novo programa de cortes do governo, que envolve também maiores impostos e contribuições à previdência para os trabalhadores. Enquanto isso as isenções as grandes empresas continuam.

sexta-feira 4 de novembro| Edição do dia

O maior impacto será na previdência estadual, os servidores aposentados e pensionistas que recebam até 5 mil passarão a ter uma alíquota de 30% (hoje são isentos), e os servidores ativos passarão dos atuais 11% para 14% do salário retido. Pelos cálculos do Esquerda Diário isso gerará uma receita extra de 6 bilhões de reais/ano para a previdência estadual.

Escondida na apresentação do governador, será decretado o fim dos programas de Aluguel Social, Renda Melhor e Renda Melhor Jovem. Programas que envolvem desde famílias atingidas por desastres naturais a juventude mais precarizada. Os gastos envolvidos com o Aluguel Social são de cerca de 4 milhões/mês, um valor menor que o total de salários dos 70 deputados da ALERJ que oneram em 6 milhões/mês os cofres públicos com seus auxílio-paletó e super-salários.

Para tapar o buraco nas contas, Pezão também aumentará os impostos para os seguintes itens: gasolina, energia residencial, cerveja e chope, fumo, refrigerantes e telecomunicações (celular e internet). Esses itens estão no consumo diário dos trabalhadores e novamente mostram quem o governador pretende onerar para melhorar suas contas. Os aumentos de cerca de 10% no imposto gerarão 1,4 bilhão de reais/ano.

Sem divulgar valores, o governador também anunciou o corte de 8 secretarias estaduais e a extinção de autarquias e fundações, como a SUDERJ. No anúncio o governador anunciou corte de 30% nos cargos comissionados e 50% de gratificações pagas.

Como viemos noticiando no Esquerda Diário o governador já deu 150 bilhões de isenções às grandes empresas em 5 anos. Com a declaração de hoje, Pezão reafirma que os trabalhadores que pagarão pela crise, nós servidores estaduais teremos o salário confiscado, seguirão os atrasos nos pagamentos, a toda população do Estado do Rio de Janeiro os produtos ficarão mais caros do que já estão, e quem ficar desalojado fruto das catástrofes pre-anunciadas no período de chuvas não terá direito sequer aos R$400 de hoje. Enquanto isso as empresas amigas não pagam impostos.

Por isso defendemos em minha candidatura e durante o segundo turno para a prefeitura do Rio um programa anticapitalista que passa pela necessidade emergencial de não pagar a dívida, tributar fortemente os milionários, acabar com os privilégios dos políticos. A força da luta da juventude que ocupa suas escolas e universidades somados aos mais de um milhão de votos que procuraram se contrapor à direita são uma força para lutarmos contra esse pacote da maldade de Pezão e avançar na luta nacional contra os ataques de Temer.




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