Mundo Operário

GREVE DOS PETROLEIROS

Petroleiros decretam greve de 72 horas a partir desta quarta

A FUP, Federação Única dos Petroleiros, declarou início da greve para o dia 30. A greve que poderia ter início imediato, já começa sobre forte controle da burocracia sindical, tem como eixo o retorno da política de preços anterior e a demissão de Pedro Parente, responsável pela atual política que busca aumentar a subordinação da empresa ao imperialismo. Qual o programa proletário, que deve ser colocado em disputa, para a redução dos preços dos combustíveis?

segunda-feira 28 de maio| Edição do dia

Essa greve pode se opor ao conteúdo e a ideologia de direita que vem se expressando no movimento dos caminhoneiros, levantando um programa operário para os preços dos combustíveis como um todo, não se limitando ao diesel, exigindo das centrais sindicais como CUT e CTB uma forte mobilização nacional junto a um plano de lutas que seja capaz de localizar os petroleiros como uma alternativa para disputar o descontentamento contra Temer e a opinião popular pela esquerda.

Entretanto, de saída a greve dos petroleiros, que viria como anunciado pela burocracia sindical da CUT como "a maior greve da história da categoria", já se inicia com uma série de freios. A greve aprovada há tempos pela categoria foi cozinhada em banho maria pela direção, mesmo em meio ao explosivo processo dos caminhoneiros, e agora, ao invés de um início imediato, é postergado até o dia 30, enquanto a burocracia organiza pequenas ações parciais, sem comprometer a produção, como forma de preparação.

Para além do programa petista, de defesa da sua política de preços a longo prazo, em oposição a política atual de Pedro Parente e Temer - entreguista e de aumento da subordinação ao capital privado internacional-, mas que não rompe essa dependência com o imperialismo, é necessário impulsionar a partir dessa greve um programa proletário.

Qual deve ser esse programa?

A única maneira de garantir a redução do preço de todos os combustíveis é lutando por uma Petrobrás 100% estatal, administrada pelos petroleiros e com controle popular. Somente a administração dos petroleiros pode garantir a completa transparência de todos os contratos, dos planos de produção e desenvolvimento.

Essa estatização deve ser sem nenhuma indenização para os grandes acionistas, e garantir também maior segurança no trabalho, a efetivação de todos os trabalhadores terceirizados ao quadro de efetivos, um plano racional para investir as verbas do petróleo a serviço das necessidades da população.

O legado do movimento dos caminhoneiros pode ser visto no fortalecimento de uma agenda de direita, com a forte presença de pedidos pela intervenção militar, mais do que nunca é urgente uma esquerda anti-imperialista e com independência de classe, que lute por esse programa em separado dos patrões, que é a única forma de garantir a diminuição do preço dos combustíveis, e também o não pagamento da dívida pública, avançando no sentido de rechaçar a subordinação ao imperialismo, elemento central da crise dos combustíveis, dada a política de preços com o objetivo de entrega da estatal.




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