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Petrobras terá que seguir regra de empresas privadas em consórcios

Para os consórcios com empresas privadas em que a Petrobras for a operadora, segundo a nova revisão do regulamento de licitações e contratos da estatal, o regime será o das empresas privadas e não com base na lei das estatais.

segunda-feira 2 de julho| Edição do dia

Essa revisão ocorreu no último dia 26, e já entra em vigor a partir do dia de hoje, 2 de julho, em reunião do Conselho de Administração da Petroleira e já foi publicada no Diário Oficial da União, com prazo de 24 meses para adaptação das empresas.

Isso quer dizer que quando for atender as “demandas dos consórcios” a Petrobras terá que seguir as regras da empresa e não as suas enquanto uma empresa estatal, ou seja, para fazer contratações não mais estará previsto como regra a utilização de licitações públicas, que em tese tornaria o processo de escolha das contratação mais transparente, e estará a bel prazer das empresas.

Essa revisão só pode significar mais relações espúrias entre empresários e os grandes burocratas corruptos das empresas privadas, escondidas por uma revisão ligada aos próprios interesses privados, além de maior número de acidentes de trabalho e exploração do trabalhador. Ou seja, totalmente cúmplice dos planos do golpismo ligados aos interesses do imperialismo, cada vez abrindo mais espaço à privatização da Petrobras.

Como já afirmamos aqui, somente um Petrobrás 100% estatal e sob gestão operária e controle popular pode livrar a Petrobrás das mãos dos interesses imperialistas e privatistas dos corruptos e sanar a crise dos combustíveis pelo que passamos hoje, descarregando a crise nas costas dos trabalhadores e da população.




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