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PRIVATIZAÇÃO

Petrobras defende privatizações em novo comercial e sofre rechaço nas redes sociais

Como parte de levar a diante a política privatista de Bolsonaro e militares, Petrobras divulga propaganda em defesa da venda de campos de petróleo para empresas internacionais. O rechaço da população e principalmente dos petroleiros foi grande nas redes sociais.

terça-feira 1º de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Andre Accarini

Em comercial lançado no final do mês de novembro, a Petrobras defende a venda dos campos e refinarias que ainda são de posse do Estado para empresas internacionais, com um discurso demagógico de renovação e avanço no sentido de um futuro melhor para a estatal. Essa é mais uma política do governo Bolsonaro, junto de seus militares que são submissos ao capital internacional e entregam as riquezas nacionais à preço de banana ao imperialismo.

A propaganda em questão mente ao dizer que a venda visa concentrar o trabalho da estatal nas áreas que dão mais lucro, que é a exploração do petróleo em águas profundas, no entanto grande parte desta atividade já está nas mãos do setor privado e outras já estão em vias de ser vendidas. A verdade é: o objetivo maior de Bolsonaro é tornar a Petrobras uma empresa 100% privada.

A propaganda foi alvo de forte rechaço por parte dos petroleiros e da população, que sabe o quanto é ruim para a estatal e para o desenvolvimento das pesquisas estar sob controle do setor privado. O vídeo no youtube conta até o momento com mais de 4 mil “deslikes” e a empresa teve de desativar os comentários no site para mascarar o desgosto em relação à privatização.

No mês de novembro Bolsonaro anunciou mais uma escandalosa venda de dois campos de petróleo do país, os campos de Marlim e Albacora. Dois dos maiores e mais importantes postos da Petrobrás serão privatizados por meio de um processo fraudulento que só favorece aos grandes empresários.

É urgente que os sindicatos petroleiros e suas duas federações, a FUP e FNP, coloquem de pé uma plano de luta unificado e construído a partir de assembleias de base contra todas as privatizações da Petrobras. É fundamental exigir que as maiores centrais sindicais do país, começando pela CUT e CTB, que se declaram opositoras a Bolsonaro, rompam sua efetiva trégua com o governo e esse entreguismo sancionado por todos os atores autoritários e golpistas não-bolsonaristas que saíram fortalecidos desta eleição, como é o caso do judiciário, do centrão e do DEM. Milhares de empregos e infinitos recursos que poderiam servir aos interesses do povo em uma Petrobras 100% estatal e administrada democraticamente pelos trabalhadores estão em jogo.




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