Política

PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRAS

Petrobras coloca à venda 100% da participação no Campo de Azulão

Governo segue com o projeto de privatizações colocando a venda 100% da participação no Campo de Azulão, localizado na bacia do Amazonas.

quarta-feira 17 de maio| Edição do dia

Projeto de privatização da Petrobras segue avançando a passos largos. Após vender 70% da segunda maior refinaria do país em capacidade de processamento, a Refinaria Landulpho Alves, governo coloca à venda 100% da participação no Campo de Azulão, na bacia do Amazonas.

Desde 1999, quando foi descoberto o Campo de Azulão, foram perfurados três poços dos quais dois são classificados como produtores e segundo a Petrobras existem estudos em estágio avançados para a construção de uma termelétrica a gás na região que serão entregues a empresa compradora. A região é próxima a uma infraestrutura necessária para transmissão de energia e considerada acessível por possuir boas estradas.

A companhia informou que o Campo de Azulão além de possuir grande volume de gás natural as companhias que operam na região costumam receber vários benefícios dos governos estadual e federal.

Os compradores devem comprovar terem sido concessionários de exploração e produção de petróleo e gás nas bacias do Amazonas ou Solimões e possuir capacidade instalada de no mínimo 200MWh de geração termelétrica no Brasil.

O argumento utilizado para a venda de 100% da bacia do Amazonas é a necessidade de melhorar as finanças da companhia através de um corte de investimentos e venda de ativos que prevê arrecadar cerca de US$ 21 bilhões até 2018. No programa de vendas de ativos está incluído a refinaria de Pasadena, no Estados Unidos; sua participação na BR Distribuidora e no Campo de Saint Malo, no Golfo do México;; a concessão dos campos de Baúna e Tartaruga Verde; e a cessão de concessões em Águas Rasas nos estados de Sergipe e Ceará.

As medidas de privatização da Petrobras faz parte, assim como o conjunto de reformas que querem fazer passar a todo custo, da política do governo Temer de continuar aumentando os lucros dos capitalistas enquanto os trabalhadores pagam pela crise que eles criaram. Para barrar as reformas e as privatizações é necessários que as trabalhadoras e trabalhadores tomem a luta em suas mãos, criando comitês de luta em cada local de trabalho, para a construção de um efetivo plano de lutas, rumo a uma greve geral que seja capaz de barrar os ataques dos governos e capitalistas que tentam a todo custo descarregar a crise em nossas costas. É necessário que as centrais sindicais garantam ônibus saindo de todos os lugares do país para que sejamos milhares dia 24 em Brasília.




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