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DENÚNCIA

Petrobras Transporte humilha terceirizados e permite demissão em massa na Araubras

Depois de garantir uma humilhação cotidiana a Petrobras Transporte, Transpetro, faz vista grossa às demissões em massa de terceirizados em suas instalações.

terça-feira 10 de março| Edição do dia

Dezenas de trabalhadores terceirizados na Petrobras Transporte, Transpetro, foram demitidos ontem. Motoristas dos terminais de Santos, São Sebastião, Cubatão, São Caetano, Barueri, Guarulhos, Guararema foram demitidos. A demissão aconteceu no mesmo dia que os trabalhadores de São Caetano do Sul e Guararema iniciavam greve pelo cumprimento das cláusulas do acordo coletivo de sua categoria.

Cotidianamente os motoristas sofriam humilhações pela Transpetro. Ocorreram denúncias de até mesmo falta de água e papel higiênico nos containers onde repousavam aguardando serviço. Os trabalhadores mostram denúncias feitas a ouvidoria da empresa, aos sindicatos e ao fiscal, obtendo nenhuma resposta. As humilhações cotidianas também eram sofridas com o trato de gerentes acostumados a tratar terceirizados como escravos, a estas humilhações se somaram o descaso da empresa contratante com reiterados atrasos no pagamento pela empresa contratada e essas condições foram o estopim da greve realizada após assembleia com o sindicato dos motoristas do ABC.

A greve dos terceirizados aconteceu depois de seguidos atrasos nos pagamentos de salários e benefícios e após seguidas tentativas de negociação com o patrão e o fiscal da Transpetro para regularização dos pagamentos e cumprimento do piso da categoria. A empresa terceirizada, que assumiu um “contrato tampão” alegou falta de pagamentos da Transpetro, rescindiu o contrato e colocou dezenas de trabalhadores no olho da rua.

O contrato em questão foi denunciado pelo Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, como um contrato desenhado para que ocorresse retirada de direitos e que redundaria em calotes ou cortes de direitos, segundo essa nota do sindicato.

Apoiando-se em decisões judiciais a Transpetro lava suas mãos de responsabilidade na situação dessas dezenas de trabalhadores e na responsabilidade de cada humilhação sofrida. Mas ela é responsável de cada situação sofrida pelos trabalhadores, próprios e terceirizados em suas instalações e a seu serviço.

É necessária a solidariedade dos trabalhadores efetivos com os trabalhadores terceirizados e exigir que os sindicatos petroleiros abrangidos por essa decisão absurda, o do Litoral Paulista (FNP) e o Unificado de São Paulo (FUP) realizem urgentes ações para impor não somente a Araubras mas à Transpetro a responsabilidade pela garantia dos empregos e direitos de dezenas de trabalhadores. A greve que realizaram os petroleiros efetivos, com sua principal pauta sendo a defesa de 1mil empregos na FAFEN-PR, incluindo próprios mas também terceirizados, é um ponto de apoio para avançar a que se faça efetiva a necessária união de efetivos e terceirizados também em São Paulo e em defesa de dezenas de terceirizados da Araubras.




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