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Petrobras Transporte chama PM para intimidar grevistas no TABG, no Rio

segunda-feira 17 de fevereiro| Edição do dia

A Transpetro, Petrobras Transportes S/A, chamou a Polícia Militar para intimidar grevistas no Terminal Aquaviário da Baia de Guanabara (TABG), no Rio de Janeiro. Esta é mais uma ação movida pela direção da Petrobras contra o direito de greve dos petroleiros, que lutam contra o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados no Paraná - que ameaça colocar 1000 famílias na rua - e contra o projeto de conjunto de sucateamento, privatização e entrega da empresa para multinacionais.

Com a Polícia Militar portando fuzil dentro do TABG, a Transpetro mostra a sua cara, tentando intimidar grevistas usando o aparato repressivo. Mandando a gerência intimidar terceirizados que estavam apoiando a greve dos concursados, no Terminal que fica na Ilha do Governador, no Rio, a empresa se alinha com a Petrobras em sua sanha de atacar os direitos dos grevistas em defesa da privatização da empresa.

No décimo sétimo dia, a greve segue forte e pode avançar para barrar as demissões e impor uma derrota ao plano privatista. É por isso que a Petrobras e o Tribunal Superior do Trabalho atacam os petroleiros, na defesa do projeto golpista de país, enfrentando uma greve que pode impedir milhares de demissões e ser um passo para derrotar todas as privatizações.

Contra esses ataques, é necessário que a greve rompa o isolamento lutando para que as grandes centrais sindicais, como a CUT, a CTB, a Força Sindical, convoquem manifestações em apoio à greve dos Petroleiros. Para que esta greve seja vitoriosa, para que toda sua força leve a impactar a produção e os lucros, é preciso uma coordenação construída na base, construindo a unidade da categoria que é dividida entre as Federações (FUP e FNP), construindo um comando nacional de delegados de cada terminal, plataforma, refinaria e local de trabalho da Petrobras, com os trabalhadores tomando a direção da greve, e garantindo a unidade das bases, e que as decisões dos rumos da greve sejam tomadas pela base, e de forma conjunta por toda a categoria.

Leia mais: CUT, CTB e esquerda precisam convocar atos de apoio à greve dos petroleiros em todo país




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