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Petrobrás: Jornadas de trabalho exaustivas e sem descanso na REDUC

A precarização do trabalho para privatizar a Petrobrás significa jornadas de trabalho absurdas e riscos de acidentes. O Sindipetro Caxias denunciou violações a direitos trabalhistas por parte da Gerência da Reduc que está fazendo trabalhadores trabalharem mais do que 12 horas e voltarem para o próximo turno sem cumprir a lei que exige 11hs de descanso, no mínimo.

segunda-feira 22 de fevereiro| Edição do dia

Não é novidade para ninguém o interesse dos diversos setores do Regime política na privatização da Petrobrás, impulsionada por Bolsonaro, Centrão e o STF que deu aval a esta privatização sem votação no Congresso, sem licitação, sem nada, às escuras para ajudar empresas imperialistas a abocanharem as riquezas nacionais à preço de banana. Como forma de abrir caminho às privatizações, se intensificou a precarização do trabalho com diversas faces, principalmente no enxugamento do número de trabalhadores nas refinarias, sem reposição, levando a um menor intervalo entre as jornadas de trabalho. Em outras diretorias há casos de terceirização completa de plataformas, como no caso da P-48 E P-62.

O violento corte de pessoal é o caso da Reduc. Em nota no Facebook, o Sindipetro Caxias denunciou as violações a direitos trabalhistas por parte da Gerência da Reduc. A principal denúncia diz respeito ao intervalo entre as jornadas de trabalho, em que os trabalhadores deixavam a fábrica às 21 da noite e voltavam ao trabalho às 6:30. Além de atacar os direitos trabalhistas, as jornadas exaustivas colocam em risco a própria saúde do trabalhador no local de trabalho e de toda população vizinha à REDUC, visto o aumento do risco de acidentes por cansaço.

Por essas razões da precarização, da privatização e tantos ataques em curso, viemos defendendo a necessidade da organização dos petroleiros desde a base para uma forte greve nacional para barrar a precarização e as privatizações.

A única possibilidade de barrar esses retrocessos que só interessa aos imperialistas é pela força dos trabalhadores. A grande insatisfação popular com os preços dos combustíveis e a crise que está se abrindo entre os interesses do capital financeiro e os interesses eleitorais de Bolsonaro é uma importante oportunidade para os trabalhadores, nesta divisão emergir como uma voz independente dizendo a todos brasileiros: os combustíveis estão caros para estrangeiros lucrarem!

Para que a greve pertença aos próprios petroleiros e crucial que sejam organizados desde a base, e coordenem-se em um comando nacional que uma todos sindicatos, federações e cada unidade em luta. É crucial que as organizações de esquerda, como aquelas agrupadas na CSP-Conlutas e os parlamentares e figuras políticas do PSOL coloquem-se a serviço de fortalecer a luta dos petroleiros e exijam das grandes centrais sindicais que se movam em apoio a esta categoria, unindo-a a outras categorias em luta, para assim poder se enfrentar com esse roubo ao bolso do povo brasileiro com os combustíveis caros e as privatizações.




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