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Pesquisa mostra que a cada ano o paulistano fica 45 dias no trânsito, uma cidade organizada para o lucro

O paulistano passa, por ano, o equivalente a um mês e meio parado no trânsito. 45 dias! Mais tempo do que os 30 dias de férias que temos direito segundo a CLT que o governo Temer quer acabar. Deixamos uma parte de nossas vidas no trânsito, tempo que podíamos nos divertir, ficar com a família...isso tudo acontece porque a cidade está organizada não para nossas necessidades mas para o lucro.

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

segunda-feira 19 de setembro| Edição do dia

Esta absurda média (ou seja, tem gente que gasta mais que 45 dias no ano no trânsito) faz parte de uma pesquisa do Ibope publicada pela Agência Estado.

O tempo médio gasto no trânsito por dia para realizar a totalidade dos deslocamentos aumentou 20 minutos entre o ano passado e este segundo a pesquisa. Em 2016, ficou em 2h58 por dia (!) ante 2h38 no resultado anterior. Entre os que usam carro todos ou quase todos os dias, a média ficou em 1h59. Entre os usuários de transporte público, 2h12. Ou seja, mostra-se uma desigualdade também no tempo no trânsito. Aqueles que tem melhores condições econômicas para ter um carro, e pagar seu IPVA, gasolina tem menos tempo desperdiçado do que, aqueles que como nós, temos que pegar o precário transporte público da cidade.

Já publiquei um vídeo durante minha campanha a vereadora denunciando a superlotação e precarização do transporte público na cidade, que segue tendo as tarifas aumentadas, os subsídios às empresas aumentados, e até mesmo há perdão de dívidas de empresas, como fez Alckmin com a Alstom, empresa que enriqueceu os tucanos no esquema conhecido como “Trensalão”, veja o vídeo abaixo:

O tempo perdido no trânsito para quem trabalha é ainda maior. Os usuários de transporte público perdem uma média de 3h11minutos no transporte, enquanto aqueles que vão a seu trabalho de carro gastam 3h06minutos.

Esse tempo é roubado de nossas vidas porque a cidade é organizada para os lucros das empresas que especulam com os imóveis e fazem os trabalhadores terem que morar cada vez mais longe dos locais onde há empregos, pela especulação das empresas de transporte e pelos governos que administram a cidade e o Estado para ajudar essas empresas e não o trabalhador a ter mais tempo livre. As empresas escolhem as rotas e quantidade de ônibus, trens para aumentar seu lucro e não a velocidade, qualidade e segurança em que nos locomovemos. Para acabar com essa miséria que é deixar mais de 3horas do dia no trânsito lutamos por um sistema de transporte público estatizado, controlado pelos trabalhadores e usuários para que seja possível planificar as linhas, rotas, horários e aproveitar nossas vidas. Lutamos pelo passe livres para todos! Chega de sufoco no transporte para lucro das empresas!


Diana Assunção é candidata a vereadora do MRT pelo PSOL em São Paulo, número 50.200




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