Política

CRISE NO GOVERNO

Pesquisa mostra desconfiança de brasileiros em relação a Temer

Até o palácio do planalto já sabe: os brasileiros não confiam em Temer. As pesquisas mostram que os entrevistados acreditam que Temer era “amigo e cúmplice” de Joesley Batista.

segunda-feira 2 de outubro| Edição do dia

A presidência pagou por pesquisas realizadas em São Paulo, Brasília, Rio, Porto Alegre e Salvador. Todas foram feitas em junho e entrevistaram homens e mulheres acima de 18 anos, com rendas A, B e C.

O resultado final é que a esperança popular no golpista Temer acabou. Os levantamentos foram feitos em junho, entre a divulgação da conversa do golpista com Joesley e a primeira denúncia criminal contra Temer, e entraram no banco de dados da presidência nessa sexta-feira.

“Os participantes entendem que o presidente era amigo e cúmplice do empresário”, afirma a pesquisa do Instituto Análise. Os entrevistados disseram que o fato de Temer “saber das ações do empresário da JBS e não prendê-lo” é bastante grave. Além disso, os participantes também consideraram que o fato de Temer permanecer na presidência também é grave.

“Após essa gravação, a esperança atribuída ao representante maior do Governo Federal exauriu-se, pois entendem que o presidente da República errou. Os participantes demonstram decepção e indignação diante do fato”, que “incomodou bastante os participantes”, diz o documento. Além disso, os entrevistados opinaram que há corrupção “em todos os níveis da política, o que demonstra a crise orgânica do regime.

O levantamento ainda revela que a divulgação do diálogo entre Temer e Joesley no Jaburu foi determinante para o fim da expectativa positiva com o presidente: erros (ou os crimes) do peemedebista teriam desapontado o público da amostra.

Sobre o fatídico discurso de Temer, no dia 18 de maio, esse também não se saiu bem aos olhos dos entrevistados. Segundo a pesquisa, o discurso de não renúncia de Temer foi “altamente reprovado”, pois ficou “distante da realidade do dia a dia dos participantes” que externaram reações “muito ruins”. Lembremos que esse pronunciamento de Temer se deu um dia após a revelação de Joesley Batista e de surgirem fotos de Rodrigo Rocha Loures recebendo R$ 500 mil da JBS em uma mala.

Na conclusão da pesquisa, os próprios entrevistados tiveram “muita dificuldade” em apontar saídas para a crise generalizada, em um ambiente de “muita incerteza e ceticismo”. “Se antes parecia que o país poderia ter uma recuperação gradual da economia, agora prevalece o medo que a crise se prolongue e a situação piore ainda mais”, afirma o levantamento.

A partir de novembro o marqueteiro do golpista Temer, Elsinho Mouco, irá anunciar o “Plano Temer”. Consiste na divulgação de feitos do governo na área econômica, bem como medidas planejadas para 2018. Hoje Temer tem 3% de aprovação, menor índice de um presidente desde a redemocratização, e a ideia do plano é melhorar a imagem do golpista.

Sabemos que não há marketing que melhore a imagem de um golpe em que essa casta política decidiu à deriva da vontade da população. A crise capitalista está completando 10 anos e a cada dia fica mais claro que o capitalismo não dá mais. Lutemos por uma saída independente da classe trabalhadora que tem razão em não confiar mais no regime capitalista.




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