Política

ELEIÇÕES 2018

Pesquisa do Ibope encomendada pela Globo mostra Bolsonaro com 31% e Haddad com 21%

Em simulação parao segundo turno Haddad e Bolsonaro ficam empatados com 42% das intenções de votos cada.

segunda-feira 1º de outubro| Edição do dia

Divulgada novo resultado do Ibope na noite desta segunda (01), da pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Os resultados mostraram o crescimento de Jair Bolsonaro do PSL para 31%, e Haddad se mantendo em segundo lugar com os mesmos 21%, com uma margem de erro de 2% para baixo ou para cima. A pesquisa foi realizadas entre sábado (29) e domingo (30) e foi encomendada pela própria Rede Globo. A pesquisa contou com 3300 entrevistados na sua amostragem.

Ciro Gomes (PDT) desceu de 12% para 11%, seguido de Geraldo Alckmin do PSDB que se manteve com 8%. Marina Silva caiu 2 pontos indo de 6% para 4%, mas ainda mantém em quinto lugar nas pesquisas. Na sequência vêm João Amoêdo (Novo) com 3%, Alvaro Dias (Podemos) com 2%, Henrique Meirelles (MDB) com 2%, Cabo Daciolo (Patriota) com 1%. Brancos e nulos estão em 12%, e não sabe e não responderam estão em 5%.

A pesquisa também mostrou a evolução da taxa de rejeição. Bolsonaro contínua como o candidato mais rejeitado com 44% dos entrevistados. Haddad está em segundo e teve um aumento de 11% de rejeição, pulando de 27% para 38%. Em seguida vêm Marina Silva com 25% e Geraldo Alckmin com 19%.

Nas simulações para segundo turno Haddad e Bolsonaro ficam empatados com 42% das intenções de votos, em pesquisa anterior o candidato do PT ganhava na simulação de 42% a 38%. Em outras simulações Ciro Gomes vence Bolsonaro de 45% a 39%, Alckmin vence de 42% a 39%.

Nessas eleições manipuladas pelo judiciário e tuteladas pelos militares, vemos a polarização das ruas manifesta nas eleições, que tensionam votos entra a extrema direita e o PT de Haddad, que diz querer derrotar Bolsonaro mas para isso assume uma estratégia de pacto nacional em aliança com a direita golpista e dialogando com o mercado financeiro. Mostram que irão, ao vencer, se comprometer com os ajustes contra a classe trabalhadora e governar lado a lado com golpistas.

Não será através da aliança com a direita que iremos derrotar a extrema direita, é somente através da luta e mobilização das trabalhadoras e trabalhadores contra o golpe institucional, que segue em curso e que trará ainda mais ataques à classe trabalhadora para que nós sigamos pagando pela crise, enquanto os capitalistas seguem lucrando.

No capitalismo não há mal menor para a classe trabalhadora, as mulheres, os negros e os LGBTs. Por isso propomos um plano de emergência, com os sindicatos e entidades estudantis saindo da passividade e lutando por uma Assembleia Constituinte livre e soberana, que coloque em debate os problemas da maioria da população que é a classe trabalhadora. Apenas assim seremos capazes de barrar as reformas que lançam a já reacionária constituição de 88 ainda mais à direita. Nela, temos que debater a legalização do aborto, que os juízes sejam eleitos e revogáveis, que recebam igual a uma professora, assim como todos os políticos, anular todas as reformas do governo golpista de Temer e dos governos anteriores, e fazer com que os capitalistas paguem pela crise.




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