Internacional

ATO INTERNACIONALISTA DA FRAÇÃO TROTSKISTA

Peru: "a luta contra a pandemia e o maior ataque aos trabalhadores desde o governo de Fujimori"

Cecilia Quiroz, da Corrente Socialista das e dos Trabalhadores (CST) do Peru, falou no ato internacionalista do 1 de maio denunciando os ataques do presidente Vizacarra e a cumplicidade das burocracias sindicais, da Frente Ampla e do Novo Peru.

sexta-feira 1º de maio| Edição do dia

Cecilia Quiroz, militante da CST do Peru, denunciou no ato internacionalista do 1 de maio organizado pela Rede Internacional do Esquerda Diário os brutais ataques que o governo de Martín Vizcarra. Como em diversos países, tal como no Brasil, o presidente peruano anunciou um resgate milionário para bancos e empresários. E, de forma muito semelhante à MP da morte que Bolsonaro queria passar, permitiu a suspensão total de contratos de trabalho com a suspensão de salários por até três meses. Além disso, Quiroz afirmou que 70% dos trabalhadores vivem na informalidade, e ficarão totalmente sem salário.

Outra semelhança com o Brasil é o pagamento de benefícios miseráveis aos trabalhadores, incapazes de cobrir sequer a cesta básica, mas que vem sendo comemorados amplamente pela Frente Ampla e o Novo Peru, organizações que fazem parte da esquerda neorreformista do Peru. Frente a isso, Quiroz disse:

“Nós, a partir da Corrente Socialista das e dos Trabalhadores, temos proposto que seja concedido um salário de quarentena equivalente ao valor da cesta básica familiar para todos os trabalhadores que vivem do dia a dia e que, por causa da quarentena, ficaram sem renda.”

Em relação às medidas de combate à pandemia, a CST exige

“a reconversão da indústria para produzir aventais, máscaras, lençóis, camas, respiradores artificiais, entre outros.”

A oradora afirmou:

“Sabemos que existem recursos para combater a pandemia, por isso exigimos que seja aplicado um imposto às grandes fortunas e lutamos para que desta vez a crise não seja paga pelos trabalhadores e pelos setores populares.”

A CST ainda vê no Esquerda Diário peruano uma ferramenta para ajudar os trabalhadores a avançar em sua imprescindível organização política para poder lutar por essas demandas e avançar no combate pela derrubada do capitalismo. Quiroz expressou isso da seguinte forma:

“temos colocado o La Izquierda Diario Perú a serviço das lutas e demandas dos trabalhadores e agora lhes fazemos um chamado para avançar na construção de um partido da classe trabalhadora, dos camponeses, das mulheres e da juventude para que se proponha dar vida a uma sociedade livre de exploração e opressão.”




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