Política

RIO GRANDE DO SUL

Perseguição aos educadores contratados corre solta no RS

Educadoras e educadores grevistas do Rio Grande do Sul denunciam perseguições de Sartori. No ano passado a categoria lutou bravamente durante 94 dias contra os ataques do governo. Agora, num contexto de mais sucateamento, fechamento de salas, turnos e escolas inteiras, o governo faz perseguição política contra os contratados, o setor mais precarizado da categoria.

sábado 24 de março| Edição do dia

A greve dos professores do RS de 2017 ficou marcada por ter demostrado uma grande disponibilidade de luta dos educadores e um amplo apoio popular. Os trabalhadores em educação gaúchos lutaram bravamente durante 94 dias contra o governo Sartori, um governo sem escrúpulos que vem parcelando salários durante todo seu mandato, congelou os salários, fecha turnos e escolas por todo o estado, fecha os EJAs e segue com sua política de privatização e sucateamento total da educação, ao mesmo tempo que avança na perseguição política aos educadores grevistas.

Além de todos os ataques, a situação de precarização dos trabalhadores em educação do RS também é preocupante. Isso porque o regime de trabalho por contratos emergenciais segue sendo um grave problema para que a luta ganhe mais força e a categoria se una. Os trabalhadores contratados não tem nenhuma garantia de manutenção de seus cargos nas escolas e são os mais assediados moralmente pelo governo, além de contar com a ação de algumas direções de escola que são capachos do governo.

A questão que permeia essa situação precarizada de trabalho é o fato de o governo manter esse regime de trabalho e principalmente, de não haver uma luta consistente e real do CPERS em defesa desses trabalhadores e pela efetivação imediata deles.

A serviço desse governo canalha, as CREs (Coordenadorias Regionais de Educação), estão trabalhando para seguir a lógica de ataques aos trabalhadores nesse ano de 2018.

São vários os relatos de trabalhadores contratados que estão sendo colocados à disposição por suas direções. Não por acaso, são os trabalhadores que participaram ativamente da última greve, configurando claramente uma perseguição política suja contra estes professores de luta!

Os professores estão sendo literalmente colocados para fora de suas escolas sem o amparo da direção central do CPERS e dependendo da "boa vontade" das CREs para resolução de suas situações, ficando na mão do governo que atua para dificultar ainda mais a vida dos professores, jogando os mesmo em lugares distantes de suas casas e quebrando horário em varias escolas. Somado a isso, sabe-se se que muitos estão saindo de escolas que ainda apresentam falta de professores, o que mais uma vez mostra o total descaso com a educação por parte do governo Sartori e a perseguição real aos professores de luta, pois a educação não é prioridade para este governo, mas perseguir professores, sim!

Precisamos denunciar mais esse ataque político aos educadores de luta do RS!
A greve foi heroica e não podemos deixar que o governo Sartori continue atacando a nossa categoria!

Exigimos do CPERS uma ação contra a perseguição política que os contratados estão sofrendo!

Pela reintegração dos professores perseguidos e expulsos de suas escolas e pela efetivação dos trabalhadores contratados. É necessário lutar para acabar de vez com essa situação de precarização das relações de trabalho em que são colocados os educadores do RS, fortalecendo a categoria, pois para trabalho igual precisamos de salário e direitos iguais.

Ninguém fica para trás, pois somos uma só categoria!




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