Educação

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Pelo retorno imediato à sala de aula da professora Renata de Volta Redonda

sexta-feira 13 de outubro| Edição do dia

Tem sido claro o aumento de casos de assédio, abuso e perseguições que professoras e professores estão sofrendo nos últimos anos. Denunciamos aqui o absurdo caso da professora Renata, de Volta Redonda, uma das diretoras do SEPE local.

Renata está diretora do SEPE-VR desde 2015 e foi militante do PSTU. Antes disso, em 2013, aconteceu uma greve de 38 dias na rede, depois de 12 anos, onde ela foi uma das principais lideranças de base e oposição a direção local do sindicato, estando na linha de frente dos principais atos e na agitação e organização políticas da greve, levando a que ficasse muito conhecida pela imprensa e pelos políticos locais. Em um dos atos, uma tentativa de ocupar a prefeitura, chegou a ser agredida com socos e chutes, xingada e empurrada de uma escada pelo secretário de comunicação do município, Ricardo Ballarini. Na época foram feitos BO e uma campanha contra a continuidade do secretário no governo. Mas seus maiores problemas começaram após a greve.

Em 2014, junto com outros professores, iniciaram uma campanha contra a empresa terceirizada, a GL, que prestava serviço de perícia médica para o governo de Antônio Francisco Neto, à época no PMDB. Haviam muitas acusações de assédio cometidos pela empresa. Porém, no mesmo ano, devido a quantidade de ataques sofridos, a professora adoeceu e precisou sair de licença e ser atendida pela mesma empresa contra qual brigava.

Renata é mãe solteira de duas filhas e passou a contar com ajuda de familiares e amigos. Segundo ela, o sindicato, apesar de fornecer ajuda jurídica, pouco tem feito pelo caso dela. Nenhuma luta política foi feita durante a mandato do antigo prefeito e nada tem sido feito agora, na gestão do Samuca do PODEMOS, pois na leitura de parte dos diretores do sindicato, que segundo ela são da corrente insurgência, há um movimento de conciliação com a atual gestão e defender o caso da professora poderia levar a um desgaste. A atual gestão da cidade diz que só negocia o retorno dela, caso abra mão da dívida salarial que a gestão anterior acumulou.

A atual gestão da prefeitura diz que deixará a justiça decidir se a professora deverá ser demitida ou não, alegando que o problema é da gestão anterior, mesmo tendo várias provas de que se trata de perseguição e que não há fundamento para mantê-la afastada de sua segunda matrícula.

Nas palavras de Renata, “Não fui demitia e não me deixam trabalhar. (...) Ou seja, eles não me deixam trabalhar, porque querem que eu passe dificuldades, pois querem me forçar a abrir mão dos meus direitos trabalhistas que já ultrapassam 60 mil reais, chegaram a dizer isso e eu não posso aceitar pois nada me garante que não irão me demitir na semana seguinte.”

É fundamental que a direção do SEPE-VR, encampe amplamente a luta da professora Renata e se mostre intolerante a qualquer caso de perseguição a trabalhadores. Inconcebível que uma diretora do SEPE, que claramente sofre perseguição política por lutar, fique por três anos sem um amplo apoio da estrutura sindical. Segue aqui o link da página em apoio a professora.

Moção de repúdio a Administração Municipal e apoio a companheira Renata (coordenadora SEPE-VR) e ao DJ do SEPE-VR:

Renata Oliveira (Professora da rede municipal de VR), desde que passou a compor a direção colegiada do SEPE-VR vem sofrendo assédio e perseguição política do antigo governo (PMDB) e o atual governo (PODEMOS). Diante do abuso de poder e das inúmeras reclamações que o núcleo de Volta Redondo recebia da categoria contra a perícia terceirizada (GL), passamos a travar uma luta contra a mesma, que recusava sistematicamente atestados médicos da categoria fragilizada e adoecida pelas condições de trabalho. Mostrando sempre a cara e falando em nome do sindicato, passou a sofrer assédio moral por parte do antigo governo (PMDB) desenvolvendo problemas de saúde. Sua médica atestou afastamento de trabalho por tempo indeterminado, que a perícia truculenta negou. A partir daí começa-se uma saga em torno do problema. O advogado do SEPE acionado várias vezes para resolver o problema passou também por constrangimentos, agressões e até ameaça de morte, evidenciando a perseguição política contra o sindicato. O advogado no exercício de suas funções ainda foi processado e condenado em primeira instância a indenizar essa terceirizada em 15 mil reais. Enquanto isso Renata ficou sem receber salário e levando faltas. Numa cansativa luta judicial conseguimos depois de 2 anos que a justiça federal considerasse sua licença pelo o INSS. Ela passou a receber de uma matricula e continuou levando falta na segunda que é regime estatutário. Hoje após 3 anos, a mesma recebeu alta de sua médica, do INSS e retornou ao trabalho, porém ainda luta na justiça pela sua segunda matrícula em que pode ser demitida. A companheira se encontra atualmente passando privações materiais, pois ainda é arrimo de família, paga aluguel e sobrevive com suas duas filhas com um salário mínimo. Consideramos uma injustiça, pois a mesma tem trabalho e está impedida de trabalhar por mera perseguição ao um membro da direção, repudiamos e apoiamos, a campanha de divulgação e exigência. “PELO RETORNO, JÁ! DA COMPANHEIRA RENATA À SUA SEGUNDA MATRICULA!

(Coletivo de Auxiliares de Educação de Volta Redonda)




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