Educação

ADIA ENEM

Pelo adiamento do ENEM educadores fazem campanha de fotos no Esquerda Diário

Professores e educadores das redes municipais, estaduais e privada se somaram à campanha impulsionada pela juventude brasileira no dia 15 de maio exigindo o adiamento do ENEM.

terça-feira 19 de maio| Edição do dia

Professores e educadores das redes municipais, estaduais e privada se somaram à campanha impulsionada pela juventude brasileira no dia 15 de maio exigindo o adiamento do ENEM. Até o momento, a prova foi mantida, mesmo diante da crise sanitária que o país enfrenta, com as já mais de 16 mil mortes e mais as inúmeras subnotificações.

Bolsonaro e Weintraub, com suas declarações de que o país não pode parar e suas políticas negacionistas, usam da crise sanitária para aprofundar ainda mais a desigualdade e despejar a conta dessa crise nas costas da classe trabalhadora e da juventude, seguindo com a política de acabar com a vida dos mais pobres.

O Ministro da Educação, chegou a afirmar que o “objetivo do Enem é selecionar as pessoas mais qualificadas e mais inteligentes”. Com certeza, o ministro da educação se referia a sua concepção de que a universidade não é para todos e sim de uma ínfima elite. São os estudantes filhos da classe trabalhadora e moradores de bairros pobres que estão sem ter acesso às aulas do ensino à distância que prefeitos e governadores estão implementando, por falta de celulares, computadores, internet e ausência de auxílio para a compreensão do conteúdo exigido. É um projeto de educação totalmente excludente, que também abre caminho para a privatização da educação pública, ou seja, também os governantes locais, por mais demagogia que façam, não estão preocupados se esses estudantes conseguirão ou não participar do ENEM e consequentemente ingressar nas universidades, ainda que seja pelo imenso filtro social chamado vestibular.

Governadores e prefeitos que fazem campanha contrária ao negacionismo do presidente, fazem demagogia em seus Estados através de medidas que não são de fato efetivas para essa luta contra a pandemia, como testes massivos, obrigando toda população a seguir nesta medieval quarentena sem sabermos quem já está infectado ou não até o momento. Usam das subnotificações para não escancarar suas políticas genocidas para seus Estados, e ainda ajudam, ao mesmo tempo, o negacionismo de Bolsonaro ser mantido. Ao invés de testes massivos, estão decidindo pelo lockdown para aprofundar ainda mais a repressão policial e isolar as comunidades e periferia durante essa pandemia.

A unidade entre trabalhadores e estudantes é o caminho para a luta contra as medidas genocidas vindas do Estado como um todo. Ainda mais diante do imobilismo dos sindicatos com burocracias encasteladas nas direções que não permitem a organização dos educadores, pais e alunos. Os educadores exigem “Adia ENEM”, “Fora Bolsonaro e Mourão” e “Fim do vestibular”.

Venha conhecer o Movimento Nossa Classe Educação e faça parte do nosso comitê, impulsionado desde o Esquerda diário.

Veja abaixo os vídeos da campanha:

Maíra Machado, professora estadual de SP e diretora pela oposição na APEOESP
https://www.facebook.com/ProfMairaMachado/videos/242742260160549/UzpfSTI0Mzc5MzkwNTgwMjQyOToxNTczNjI2NzMyODE5MTMz/

Professora Estadual de Minas Gerais, Flávia Valle.
https://www.facebook.com/profpbase/videos/248671656376828/

Carolina Cacau, Profa. Estadual no RJ
https://www.facebook.com/CarolinaCacauED/videos/234145648012113/UzpfSTI0Mzc5MzkwNTgwMjQyOToxNTczNzIzMDMyODA5NTAz/

Lívia Tonelli, Professora da Rede Pública do Estado de São Paulo pelo Município de Campinas.
https://www.facebook.com/profpbase/videos/250952645965409/

Profa. Grazi Rodrigues, do Município de São Paulo.
https://www.facebook.com/profpbase/videos/1075608402823018/




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