Mundo Operário

GREVE ENCERRADA EM CAMPINAS

Pelas costas da categoria, Sindicato dos Servidores Municipais de Campinas encerra greve

Em mesa de negociação nesta última quarta-feira (6), a direção do sindicato dos servidores municipais de Campinas acordou reajuste salarial de 3,26% parcelado nos próximos 3 anos à revelia da vontade dos servidores. Sem submeter a decisão à assembleia, a burocracia sindical ligada à Jonas Donizette passa por cima da categoria e acaba com a greve, que entrava em seu 10º dia.

segunda-feira 11 de setembro| Edição do dia

Imagem: Servidores Municipais de Campinas em manifestação durante a greve.

No dia 28 de agosto os servidores municipais de Campinas entraram em greve por reajuste salarial e frente à intransigência da prefeitura de Jonas Donizette (PSB), que há meses vem enrolando a categoria. Na última quarta-feira, dia 6, a diretoria do sindicato sentou com a prefeitura para negociar a pauta sem nem sequer divulgar a reunião, e fechou o acordo de reajuste salarial de 3,26%, valor que será parcelado, ficando 1,09% de reajuste para janeiro de 2018, e o mesmo percentual para janeiro de 2019 e janeiro de 2020. Para o auxílio alimentação também haverá o aumento de 3,26%.

A decisão de saída da greve não foi submetida à decisão da assembleia. Quando trabalhadores defenderam que a continuidade ou não da greve deveria passar pela votação, Tadeu, coordenador geral do sindicato, respondeu que não iria abrir para a votação, encerrando a greve à revelia da vontade da base. Com a revolta pela absurda traição da direção do sindicato, houve muita indignação após o encerramento da greve e a burocracia sindical teve que sair escoltada pela Guarda Municipal, que também lançou spray de pimenta para cima dos trabalhadores. Uma parte de trabalhadores de oposição continuaram em ato e foram até a sede do sindicato manifestar contra e denunciar o absurdo que estava acontecendo. Veja a denúncia:

A pauta dos servidores, já protocolada em abril deste ano, era de 10,3% de reajuste salarial, além de 13,6% de perdas entre 2004 e 2016 e vale alimentação de R$1.076,20. A data-base da categoria foi no mês de maio, e desde então, a prefeitura vem enrolando os trabalhadores dizendo que passa por uma crise financeira e que nem sequer sabem se haverá dinheiro para pagar o 13º salário.

Quando questionados sobre a greve, o prefeito e seu secretário de relações institucionais, Wanderlei de Almeida, “lamentaram” dizendo que os gastos com folha de pagamento já estão no limite e que mais do que nunca a população necessita dos serviços públicos. Pura hipocrisia para uma prefeitura que é extremamente negligente com as necessidades da população, com as condições de trabalho dos servidores e fecha negociação por meses.

Jonas Donizette e toda a Câmara de Campinas tem tido a própria diretoria do sindicato como auxiliar para manter essa situação. Uma vez mais essa diretoria mostrou estar a serviço de Jonas e não representando os trabalhadores e construindo a luta para barrar a precarização e os ataques que avançam sobre os servidores e sobre toda a classe.




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