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Pela liberdade de cátedra: não podemos aceitar a fiscalização que Dória quer impor aos professores

terça-feira 6 de agosto| Edição do dia

No contexto atual, Bolsonaro elegeu os professores como inimigos número 1 do governo, por isso, não nos causa nenhum espanto que o governador de São Paulo, João Doria, que desde a eleição se mostrou bem alinhado com a política ultra reacionária do presidente, atue com uma postura de aprofundamento das políticas de "controle e assédio" dos professores.

Dória, que recentemente mentiu publicamente dizendo que nunca apoiou Bolsonaro, está ditando novas regras para a educação pública paulista entre elas está a fiscalização das aulas, em seu conteúdo e forma que se darão a partir da imposição de que os coordenadores assistam as aulas e façam relatórios da postura em sala de aula, do tempo utilizado para transmitir sua disciplina e também dos assuntos que serão abordados.

Essa prática, que excede as responsabilidades dos coordenadores, que inclusive estão cumprindo muito mais funções do que as determinadas historicamente e acumulam múltiplas tarefas, serve para impor o fim da liberdade de cátedra tão cara para qualquer processo educativo. As escolas públicas padecem de falta de funcionários, desde inspetores até de coordenadores e especialistas pedagógicos, isso é fruto da imensa precarização da educação pública.

Essa politica cria um clima hostil na relação professor e coordenador, já que teoricamente a função deste seria de dar formação, orientação e ajuda pedagógica ao professor, não de fiscalizador do conteúdo das aulas, cujo o resultado será de perseguição aos professores na busca do governo de acabar com o conhecimento crítico e emancipador, além de facilitar as vias de privatização do ensino público.

Com os arranjos atuais essas notas podem significar futuramente a exoneração de profissionais concursados/estáveis, aumentando ainda mais o índice que mais cresce desde o golpe institucional, o do desemprego, que já chega a 13 milhões em nosso país. O governo Dória quer, assim como quer Bolsonaro, varrer das escolas a vanguarda de professores e os setores progressistas, criando uma categoria cada vez mais anatômica e impondo um projeto ultra neoliberal de educação, buscam com isso descarregar a crise nas costas dos trabalhadores.

Em cada escola estadual temos que unir nossas forças e dizer em alto e bom som:

- Repudiamos e não aceitaremos a política do governo do Estado de São Paulo de controle e assédio dos professores.

- Não vamos aceitar tamanho disparate, desrespeito e vigilância.

- Vamos dizer não ao “protocolo de acompanhamento de aula”.

- Repudiamos essa política e exigimos condições dignas de trabalho. Diminuição de alunos por sala de aula, contratação de funcionários e aumento de salário.

- Não vamos aceitar a presença dos coordenadores em nossas aulas, o coordenador deve cumprir tarefas pedagógicas e ter asseguradas as garantias para isso.

- Pela liberdade de cátedra!




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