Educação

UNESP ARARAQUARA

Pela construção da mobilização da UNESP contra os ajustes e apoio aos IFSP’s

quinta-feira 10 de novembro| Edição do dia

Conjuntura

Nós passamos por duros GOLPES que tem nos retirado nossas poucas liberdades democráticas, com o judiciário autorizando corte de ponto no setor público, autorização da terceirização, o protagonismo deste contra as ocupações (autorização de métodos de tortura no Distrito Federal) de escolas no Paraná; o legislativo e executivo preparando um grande ajuste fiscal com a PEC 55 e a MP 746. Nessa semana ainda os ataques da polícia militar contra a Escola Nacional Florestan Fernandes, um marco na criminalização dos movimentos sociais.

Todas essas iniciativas ainda são aperitivos para outras medidas como a PEC 65 que na prática é o fim de licenças ambientais, PLP 257 que autoriza municípios e Estados endividados a congelar, parcelar salários e realização de planos de demissão voluntários e, por fim, o mais importante, a reforma trabalhista que visa acabar com o salário mínimo. Estes são os compromissos realizados por Temer em seu documento “Ponte para Futuro”, muitos aspectos continuidade de políticas do governo Dilma, termo contratual para a aplicação do GOLPE.

Em resposta os trabalhadores e a juventude fazem o maior levante do movimento estudantil dos últimos 25 anos com mais de 800 escolas, 154 universidade, mais de 100 Institutos federais e 2 Câmaras de Vereadores ocupados. A primavera secundarista passa por mais de 21 estados, tendo o Paraná como centro dinâmico da luta de classes.

Por mais importante politicamente que seja o Paraná, é o Estado de São Paulo que concentra quase 23% da população secundarista do ensino médio do Brasil 8,3 milhões no total, e em 1,9 milhão em São Paulo, dados do censo 2014. Para não falarmos o significado econômico que foi escolas ocupadas em São Paulo parando as principais vias da capital, em 2015.

As Centrais como a CUT e UNE não se demostram efetivas para luta e nem combate ao golpe fizeram, puxados pelo discurso de oposição responsável de Lula. As ocupações de escolas passam por fora da UNE e hora e meia essas alas do movimento estudantil tentam se pintar de vermelho, mas não iludem.

A CUT que é a maior central sindical do país, representante de todos os sindicatos estaduais de professores e dirigente da CNTE (Confederação Nacional dos trabalhadores da Educação) não toca luta na base e segue com seus discursos superestruturais agitando greve geral para o Dia 11 de novembro.

Em outra raio temos o discurso fácil e sem perspectiva do todo que as lutas passam por fora das entidades e que elas são desimportantes. Passamos pela maior ascensão de greves desde 1989, segundo DIEESE.

Boas partes destas lutas ocorrem em diversos locais de trabalho que são sufocadas pelas diversas centrais sindicais como CUT, CTB, FORÇA e UGT. Provavelmente em rápida análise em diversas cidades do interior de São Paulo temos greves, em Araraquara e Região, temos 3 greves somente no setor metalomecânicos acontecendo ao mesmo tempo.

No Estado de São Paulo passamos por altos índices de demissões com perspectivas de mais 6 meses demitindo. No Rio de Janeiro temos os ajustes do Pezão que levaram muita mobilização puxada pelo setor público.

Lutas dos secundaristas

Mesmo com o esforço de colocar estudantes contra o movimento estudantil com as provas do ENEM o movimento de ocupações toma um novo respiro. Em um primeiro momento tivemos as ocupações de escolas que estagnaram, depois arrastados os Institutos Federais de Educação entram no processo e se alastram pelo país, estancado inicialmente e com os cortes nas vagas das universidades federais e cortes de bolsa de pesquisa a juventude universitária começa a seguir a juventude secundarista ocupando as federais.

Nessa semana continuamos com o aumento do número de ocupações nas universidades e expressivamente o aumento de numero de escolas ocupadas em Minas e maior articulação dos estudantes em Goiás, tendo a PUC-Minas a primeira universidade privada ocupada, ainda teremos que avaliar se isso é movimento fora da curva.

Para essa próxima semana a SINASEFE (Sindicato dos trabalhadores dos institutos federais), dirigido pela CSP-CONLUTAS (central sindical que converge setores de luta real), impulsionará o chamado de greve geral, do dia 11, e veem construindo pela base. Cada dia é um dia, e em cada local de trabalho e estudo ocorrem lutas, que cada vitória expressa um passo a mais ao combate aos ajustes.

Papel do ME da UNESP em união com os demitidos e as mobilizações do IFSP

Em São Paulo o movimento de ocupações passa por muitas dificuldades, devida a portaria da MP/SP que autoriza reintegração de posse em imediato, sem mandato nas escolas e chegamos ao cúmulo da PM utilizar armas de fogo, em Piracicaba. Os Alckmistas não deixam nenhuma ocupação perdurar porque eles sabem que ocorrerá contágio, assim a repressão tem sido rápida, cirúrgica e abafada. Essa condição se dá pelo fato que as mobilizações espontâneas e dispersas sem articulação não conseguem passar pela barreira da repressão. A falta de espaço e órgão centralizador da política e ação compromete os secundas.

Fora da curva e por ser de outra esfera administrativa, os IFSP’s tem conseguido manter suas ocupações livres da ação policial. Atualmente mantem as ocupações em São Paulo, Sertãozinho e Avaré que conseguiram através de jornadas de lutas. Nessa semana o IFSP prepara uma ofensiva para o dia 11 de novembro com forte greve de servidores.

O IFSP tem várias características comuns a UNESP de dispersão em diversos lugares, temos cidades em comum, pensando nisso temos a oportunidades de construção em conjunto com esses setores e ações de apoio por parte dos estudantes da UNESP podem abrir novas perpectivas. Vejam a lista:

o 4.1.1 Araraquara (ARQ)
o 4.1.2 Avaré (AVR)
o 4.1.3 Barretos (BRT)
o 4.1.4 Birigui (BRI)
o 4.1.5 Boituva (BTV)
o 4.1.6 Bragança Paulista (BRA)
o 4.1.7 Capivari (CPV)
o 4.1.8 Caraguatatuba (CAR)
o 4.1.9 Catanduva (CTD)
o 4.1.10 Cubatão (CBT)
o 4.1.11 Guarulhos (GRU)
o 4.1.12 Hortolândia (HTO)
o 4.1.13 Itapetininga (ITP)
o 4.1.14 Jacareí (JCR)
o 4.1.15 Matão (MTO)
o 4.1.16 Piracicaba (PRC)
o 4.1.17 Pirituba (PTB)
o 4.1.18 Presidente Epitácio (PEP)
o 4.1.19 Registro (RGT)
o 4.1.20 Salto (SLT)
o 4.1.21 São Carlos (SCL)
o 4.1.22 São João da Boa Vista (SBV)
o 4.1.23 São José dos Campos (SJC)
o 4.1.24 São Paulo (SPO)
o 4.1.25 São Roque (SRQ)
o 4.1.26 Sertãozinho (SRT)
o 4.1.27 Suzano (SZN)
o 4.1.28 Votuporanga (VTP)
• 4.2 Campus Avançado
o 4.2.1Ilha Solteira (ISA)
o 4.2.2Jundiaí (JND)
o 4.2.3Sorocaba (SOR)
o 4.2.4 Tupã
• 4.3 Núcleo Avançado
o 4.3.1 Assis

CEEU como construtor de alas de lutadores em cada campi

A construção do CEEU nesse contexto pode ser um grande articulador das lutas. A UNESP mesmo depois das lutas desse ano pode ainda se levantar contra os cortes, através de táticas e ações mais acertadas. A conjuntura impõem uma politização muito grande para os estudantes da UNESP e demonstra terreno para ações.

Partindo dessas reflexões passamos a luta. Toda batalha precisa se constituir com objetivos claros, auto-percepção de suas forças para seguir o enfrentamento e conhecimento do inimigo. Mesmo em campi com grupos reduzidos de pessoas, mas dispostas a luta, não impossibilita a ação, partindo esse pequenos grupos podem se constituir como grupos de propaganda e formação que venha a convencer mais pessoas e se pensa em ações com cada vez mais pessoas ganhas.

A ideia que com a propaganda ganhemos números e que a formação qualifique estes. Diferentemente das posturas tutoriais que a vanguarda faz com a base, podemos fazer diferente propor uma base ativa que se torne agente da propaganda e da formação.

Pensando em objetivos a construção de um movimento que combata cortes é o foco, preferencialmente que sejamos protagonistas em nossos próprios locais de estudo e trabalho. Minimamente os objetivos que podemos nos colocar para esse momento é a constituição de frentes contra os cortes e demissões e dessas frentes constituirmos uma massa de apoiadores grandes o suficiente que catalise e proteja eventuais ocupações de secundaristas e apoie os estudantes das escolas tecnicas federais em São Paulo.

Por fim o CEEU nesse contexto pode ser elemento articulador dos lutadores da UNESP e um orientador politica a uma base muito mais ampla.

Propostas de ação:

- Fortalecimento da propaganda dentro e fora da UNESP visando criar alas de lutadores contra os cortes.
- Construção de calendários locais de formação sobre os cortes (cuidado com pressões acadêmicas).
- Apoiar ativamente as mobilizações do IFSP dessa semana e eventual dos secundaristas.




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