Política

MOVIMENTO DOS CAMINHONEIROS

Pedindo Intervenção militar, manifestação em apoio aos caminhoneiros toma frente de Batalhão do Exército

Em mais uma demonstração do reacionarismo que tomou conta do movimento dos caminhoneiros, no dia de ontem (27) em Cascavel (PR) manifestação em apoio ao movimento se deslocou do Trevo Cataratas, onde ocorre um dos bloqueios, para o 33º Batalhão de Infantaria Mecanizado.

segunda-feira 28 de maio| Edição do dia

No batalhão, ao som do hino nacional e ajoelhados, os manifestantes pediram por intervenção militar. Esses setores que encapam o movimento dos caminhoneiros, e são bem recebidos por eles, evidenciam o distanciamento da pauta do movimentos por demandas populares.

Em pronunciamento na noite de ontem, o presidente Temer anunciou cinco medidas para tentar chegar a um acordo, absorvendo em grande medida as pautas defendidas pelo movimento. A redução imediata do valor do litro do diesel em R$0,46; a isenção de pedágio para eixos suspensos; a garantia de 30% do frete da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) aos autônomos; o fim da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e tabela mínima para os fretes.

Do acordo anunciado por Temer vemos a garantia do barateamento apenas do diesel, deixando de lado a gasolina e o gás de cozinha que afetam ao restante da população, e que serão custeados a partir de subsídios que deverão custar a população cerca de R$ 10 bilhões. Ainda assim lideranças do movimento, como José da Fonseca Lopes da Abcam, declarou que com isso o "assunto está resolvido".

O PT, que através da CUT-FUP convocou os petroleiros a uma “greve de advertência” por 72h a partir do dia 30, e em apoio aos caminhoneiros, cumpre um papel traidor ao atrasar deliberadamente essa greve e por todo um ano traindo greves gerais, abrindo caminho à direita. Agora atua sem se delimitar, buscando oferecer um programa que também subsidiaria os empresários dos transportes e assim confunde os trabalhadores e impede que eles se separem desse movimento reacionário em curso, com uma política e programa independentes da patronal e que respondam de fato à crise dos combustíveis para assim a classe trabalhadora entrar em cena.




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