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CRISE NO ABC

Paulo Serra fecha 7 unidades de saúde e enfrenta primeira grande crise política em Santo André

Na tentativa de organizar um discurso afiado entre seus aliados, o prefeito Paulo Serra do PSDB, convocou a Secretária da Saúde Ana Paula Peña Dias para uma reunião com outros 14 parlamentares. A sessão foi interrompido por protestos da oposição petista, que parece se esquecer dos ataques promovidos pelo Carlos Grana (PT) que até então governa a cidade.

Maíra Machado

Professora da rede estadual em Santo André e militante do MRT

terça-feira 29 de agosto| Edição do dia

Na última quarta-feira, o escandaloso fechamento de 7 Unidades de Saúde de Santo André que ocorreu no 28 de Julho, ganhou um novo capitulo. Na tentativa de organizar um discurso afiado entre seus aliados, o prefeito Paulo Serra do PSDB, convocou a Secretária da Saúde Ana Paula Peña Dias para uma reunião com outros 14 parlamentares. A sessão foi interrompido por protestos da oposição petista, que parece se esquecer dos ataques promovidos pelo Carlos Grana (PT) que até então governa a cidade. A partir disso se desenvolveu acusações de violência contra a secretária da saúde, pedido de Impeachment do Prefeito e o pedido de saída da Secretaria da Saúde pelo atual presidente da Câmara dos vereadores, Almir Cicote do PSB.

Enquanto esses políticos que atuam sempre em defesa dos empresários contra os nossos direitos, fazem demagogia sobre o gravíssimo problema da saúde, a população de Santo André segue com 7 unidades fechadas, hospitais extremamente lotados e precarizados e com a previsão de entrega apenas ano que vem. Além dessa situação já alarmante, a câmara municipal aprovou uma nova regra de cobrança do IPTU que atingirá os mais pobres, além da crise que se arrasta em torno da distribuição de água.

Como declarei ao Esquerda Diário, nós que somos a Esquerda que vem conquistando um espaço a esquerda do PT por defendermos ideias anticapitalistas e revolucionárias de enfrentamento com esse sistema. A estes políticos e os patrões, queremos ser uma oposição real para enfrentar a direita de Paulo Serra, como viemos fazendo, a partir da denúncia da professora Marcella Campos, do Movimento Nossa Classe Educação, do escandaloso racionamento da merenda do João Dória.

Para nós do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT), a crise da saúde é a expressão da consequência dos ataques do governo golpista de Temer, apoiado pelo PSDB de Paulo Serra, como a aprovação da PEC do Corte de gastos que significou o congelamento do investimento, já insuficiente, para a saúde e educação. Isso justificado pela crise econômica que atravessa o país, é a resposta destes políticos de descarregar a crise em nossas costas, enquanto livram os seus amigos capitalistas e enchem seus bolsos com a dívida pública.

Segundo a imprensa regional, Santo André tem a terceira maior dívida do Brasil, acumulando um total de 2,39 bi, sendo um quarto dessa dívida irrecuperável. Mas não foram os trabalhadores que construíram essas dívidas, muito menos a crise econômica, mas somos os que mais sentimos seus efeitos. Desde já, exigimos o não pagamento da dívida pública e queremos apresentar um programa para a saúde que se enfrente com as grandes empresas que visam aproveitar o desmonte do SUS para aumentar ainda mais seus lucros sob o sofrimento e doenças das pessoas.




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