Política

LAVA JATO

Paulo Roberto Costa fecha acordo de cooperação com o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

segunda-feira 21 de novembro| Edição do dia

Paulo Roberto Costa fechou acordo de cooperação com a polícia federal americana (FBI) e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A defesa do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, primeiro delator da Operação Lava Jato, confirma a conclusão da negociação, mas não dá detalhes. Pelo acordo, Costa se comprometeu a cooperar com as investigações no âmbito da Promotoria de Justiça americana, com fornecimento de documentos e outros materiais. Ele deverá comparecer a depoimentos e entrevista sempre que for chamado. O ex-diretor cumpre pena em regime aberto.

Este acordo é fruto de uma investigação criminal aberta contra a Petrobras para saber se houve pagamento de propina para a empresa, ou algum de seus funcionários, nas operações americana na estatal brasileira. A investigação busca descobrir se a Lei de Prática Corrupta Estrangeira, que proíbe o pagamento de propina para estrangeiro para obter vantagem em negócio, foi violada.

De acordo com a pesquisa e denúncia publicada pelo esquerda Diário, o Juíz Sergio Moro da Operação Lava Jato tem envolvimento com a empresa holandesa Shell, além de ser treinado pelo Departamento de Estado Norte Americano. Para quem duvida sobre esta tese, o fato do ex-diretor da empresa ser investigado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos apenas mostra as reais intenções da operação Lava Jato.

Conforme já denunciamos também, o imperialismo tem interesse em minar a empresa, para assim abrir espaço para a sua privatização, ou pelo menos manter parte do controle do Pré-Sal. Um dos principais objetivos da Operação Lava Jato é fazer com que as empresas imperialistas tenham mais espaço dentro do ’’mercado’’ brasileiro. Além disso, sabemos que José Serra que encabeça um projeto que acaba com a presença obrigatória da Petrobrás no regime de partilha do Pré-Sal já teve conversas secretas com executivos da Shell.

Fica claro também que um dos principais objetivos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e do FBI é defender os interesses dos investidores estrangeiros que já estão dentro da Petrobras lucrando. É um verdadeiro disparate contra a soberania nacional que está estabelecido por lei, pois faz com que instituições de um outro país decidam sobre os rumos do Brasil. Se isso acontece, o principal responsável é Sergio Moro e juízes, procuradores e ministros que estão por trás desta Operação.

Se de um lado, é preciso combater o processo de privatização que ocorre dentro da empresa, de outro é preciso denunciar os políticos corruptos que estão por trás dela. Não vai ser por meio da Lava Jato e muito menos através do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que vamos combater a corrupção dentro da empresa. A única saída para combater a privatização da Petrobrás é denunciar os políticos e lutar pela estatização da Petrobrás sob controle dos trabalhadores.




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