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Paulo Pasin, demitido por lutar na greve dos metroviários, ganha processo e voltará ao trabalho em 10 dias

Após julgamento em 1ª Instância, Paulo Pasin, metroviário demitido na última greve, ganha processo contra empresa e voltará a trabalhar em 10 dias.

sexta-feira 11 de dezembro de 2015| Edição do dia

Nesta quinta-feira, dia 10, foi publicada a sentença em 1 Instância de Paulo Pasin, demitido por lutar na última greve dos metroviários, agora reintegrado. A audiência que ocorreu no mês passado determinou que o metroviário não teve motivos para ser demitido. "Determino o restabelecimento do contrato de trabalho, suspenso desde 09/06/2014, e pagamento de salários e demais benefícios devidos no período, no prazo de 10 dias após a notificação da presente decisão", diz um trecho do documento assinado pela juíza do trabalho Maria Cristina Christianini Trentini, da 72ª Vara do Trabalho de São Paulo.

"Evidentemente nós estamos muito felizes com este resultado que comprova mais uma vez de que nenhuma das acusações do Metrô contra os 42 metroviários procede. Estamos felizes mas ainda é um passo, pois precisamos efetivar a reitegração de todos. Somente a partir do momento em que todos os 42 metroviários demitidos estiverem trabalhando junto com a categoria pra gente dar sequencia à nossa luta é que nós vamos efetivamente comemorar a nossa vitória contra o governo Alckmin e contra os patrões", comenta Paulo Pasin para o Esquerda Diário.

Pasin, que é presidente da Fenametro (Federação Nacional dos Metroviários), teve seu pedido de tutela antecipada deferido pela juíza do Trabalho, o que obriga a empresa a reitegrar o metroviário em até 10 dias, sob pena de multa se não o fizer. Junto a outros dois metroviários que estão na justiça com um processo separado dos demais 37 outros demitidos, Pasin possui uma estabilidade distinta dos demais demitidos, e por isso estava sendo julgado com um processo individual. Além dele, Alex Fernandes e Dagnaldo Gonçalves também já foram reintegrados ao trabalho. Dos 42 demitidos, dois deles foram demitidos "por engano" logo após a greve, e foram reintegrados no mesmo mês da demissão. Os demais 37 metroviários demitidos ainda aguardam julgamento em 2ª Instância. Em junho de 2014, às vésperas da Copa Mundo, os metroviários protagonizaram uma forte greve de 5 dias, que após violenta repressão policial de Geraldo Alckmin terminou com 42 trabalhadores demitidos. Os metroviários seguem hoje em luta pela reintegração de todos os demitidos.




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