Economia

RIO GRANDE DO NORTE

Paulo Guedes quer privatizar o Rio Grande do Norte no Plano de Recuperação Fiscal

“Guia de relacionamento” da Secretaria do Tesouro Nacional recomenda privatizações e corte de pessoal como solução para o estado de calamidade econômica do Rio Grande do Norte.

quinta-feira 17 de janeiro| Edição do dia

Foto: Reprodução

Documento assinado por Paulo Guedes à Fátima Bezerra (PT), governadora do RN, estabelece condições para participação no Plano de Recuperação Fiscal (com o qual não pretende romper), o que inclui por exemplo o empréstimo requerido por Robinson Faria (PSD), até agora não foi concedido e outros empréstimos por parte da União possam existir, estas são: pagar precatórios, privatizar estatais, aumentar alíquotas de impostos, modernizar a máquina arrecadatória, reduzir incentivos fiscais, utilizar receitas oriundas de concessões, desvincular receitas, cortar gastos com pessoal e outras despesas correntes, desvincular receitas, melhorar gestão de caixa e evitar acúmulo de restos a pagar.

Enquanto os servidores estaduais do Rio Grande do Norte seguem sem ter recebido os meses de novembro e dezembro de 2018, assim como os 13ºs de 2017 e 2018, e os serviços públicos pioram todos os dias com uma enorme defasagem na quantidade de funcionários e problemas de infra-estrutura estruturais para atender a população, o ministro de Bolsonaro exige privatizações e demissões para liberar empréstimos que poderão levar o Rio Grande do Norte a um rombo ainda maior nas contas do Estado (que já é de R$ 26 milhões).

As primeiras na mira de Paulo Guedes são a CAERN (Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte) e a UERN (Universidade Estadual do Rio Grande do Norte), assim como a Potigás. A serviço do imperialismo e consequentemente, do lucro dos capitalistas, querem privatizar as estatais e deixar famílias na rua, demitindo trabalhadores e precarizando suas vidas.

A proposta de Fátima, que não contempla os atrasados, de pagamento parcelado dos meses de janeiro e fevereiro, foi aceita pelas categorias, que passa por dificuldades financeiras profundas com seus salários sistematicamente atrasados há ao menos dois anos, e consequentemente, muitas dívidas. No ano passado, os servidores estaduais realizaram grandes greves, com manifestações na ALERN duramente reprimidas, que impediram a aprovação completa do Pacote de Maldades de Robinson, que incluía a privatização completa das estatais.

A movimentação de Paulo Guedes e Bolsonaro não se dá apenas a nível estadual, além da preparação das maiores privatizações da Petrobrás na história do país, quer garantir a aprovação da Reforma da Previdência em fevereiro para fazer com que trabalhemos até morrermos. Enquanto isso, seu laranja, Queiroz, tem sua investigação suspensa no STF.

Ao passo que querem resolver a crise com demissões e privatizações, a Dívida Pública, paga sistematicamente por todos os governos, segue consumindo quase 40% do orçamento do país, enriquecendo banqueiros imperialistas. “Não há dinheiro”, mas as isenções para empresas e os privilégios de juízes, políticos e militares seguem assegurados às custas da população. O Rio de Janeiro, primeiro Estado a entrar no Plano de Recuperação Fiscal, hoje é uma comprovação de que este plano só serve à burguesia e traz ainda mais miséria aos trabalhadores.

As duas principais Centrais Sindicais do país, a CUT e a CTB (que também é direção da maioria dos sindicatos e entidades estudantis estaduais, dirigidas respectivamente pelo PT e pelo PCdoB, partidos da governadora e do vice-governador), obrigadas a mudar o tom de seu discurso pelo nível de rechaço na população quanto à Reforma da Previdência e as privatizações, seguem sem organizar absolutamente nada contra Bolsonaro que já declarou guerra contra a classe trabalhadora. O fazem para tentar assegurar seus privilégios ainda restantes. É necessária a construção imediata de um Plano de Lutas para derrotar Bolsonaro e suas medidas de carnificina desde já.




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