REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Paulinho da Força negociador dos direitos dos trabalhadores!

segunda-feira 6 de maio| Edição do dia

Na segunda feira (29) o sindicato dos metalúrgicos de São Caetano promoveu uma atividade com os trabalhadores da fábrica da GM para debater a reforma da previdência a partir da ótica da Força Sindical e convidou a FAPSS - Faculdade Paulista de Serviço Social de São Caetano do Sul para participar da discussão compondo uma mesa com Cidão (presidente do sindicato dos metalúrgicos), com Paulinho da Força (atual presidente nacional da Força Sindical e presidente nacional do partido Solidariedade) e também dois professores da faculdade, professor Edgar Nóbrega e professora Sônia Carvalho.

Os representantes da Força Sindical, central sindical que historicamente trai os interesses da classe trabalhadora, expressaram que no atual cenário brasileiro não existe a possibilidade de derrotar a reforma da previdência já dando o tom de passividade e adaptação aos ditames do atual governo, argumentaram que o Capital já comprou a tal Reforma e pela via do congresso nacional jamais conseguiremos derrotá-la, tentar barrar a reforma é burrice e que a esquerda de conjunto segue utilizando da mesma burrice.

Que os capitalistas paguem pela crise

Os capitalistas utilizam de várias táticas para nos enganar e descarregar a crise nas costas dos trabalhadores, inclusive pela via das próprias burocracias encasteladas nas direções das grandes centrais sindicais brasileiras, que bloqueiam a luta dos trabalhadores e não organizam na base das categorias uma verdadeira luta para barrar as reformas e os ataques de Bolsonaro.

Os bancos devem à Previdência Social brasileira verdadeiras fortunas, como por exemplo: Itaú R$112 milhões, Santander R$218 milhões, Bradesco R$575 milhões, Banco do Brasil R$209 milhões e Caixa Econômica R$589 milhões, totalizando só entre esses bancos R$1 trilhão e 703 milhões de reais. Porque os bancos são anistiados de suas dívidas estratosféricas? E porque os trabalhadores é que devem pagar pela crise que não criaram?

Uma medida consequente é o não pagamento da dívida pública, uma dívida ilegal e fraudulentaque suga as riquezas do país desde o período da colonização, através desse mecanismo de subordinação imperialista imposto pelos EUA. Diante dessa realidade devemos interromper essa submissão ao imperialismo, sem aceitar qualquer tipo de ataque à classe trabalhadora, pois o parlamento segue articulando e negociando a manutenção dos lucros dos grandes capitalistas, sem mexer em um centavo do bolso dos empresários e banqueiros.

AsCentrais Sindicais seguem tentando negociar nossos direitos em troca de privilégios, é falso a afirmação que eles acreditam no poder das ruas, pois não organizam os trabalhadores, mas a força dos trabalhadores organizados pode passar a questionar a própria burocracia sindical e esse medo de perder seus postos e privilégios é o motor para não organizar a luta.

Ao invés disso querem “desidratar” a reforma da previdência como coloca Paulinho da Força, porque na verdade eles temem a força dos trabalhadores organizados e conscientes, dirigem uma importante central sindical e não organizam comissões de fábrica e assembleias de base amplas pra debater a reforma, com um plano de luta sério e que passe pelo crivo do conjunto dos trabalhadores, em sua fala Cidão deixou claro que a greve geral é utópica, subterfúgio para desmoralizar os trabalhadores e seguir negociando ajustes na reforma, como diretores de sindicatos e representantes da Força Sindical, temem porque sabem que a força da classe é o parável, os metroviários de SP, acabaram de arrancar da direção e Doria o direito de luta e se expressar usando seus coletes contra a reforma da previdência, dialogando com os usuários, mostraram que a força da categoria unificada pode impor sua posição.

Aliança revolucionaria é dos estudantes com a classe operária

Nós, do Esquerda Diário acreditamos na aliança dos trabalhadores com a juventude e com os setores oprimidos da sociedade, é muito importante essa aproximação, uma aliança capaz de fazer retroceder os planos do governo e não só isso, impor as medidas através dos métodos da classe trabalhadora, cobrando os bancos e cessando o pagamento da dívida pública, para impor que os capitalistas paguem pela crise.

Nesse sentido, os estudantes da FAPSS reivindicam essa aliança, criando a chance de debater com os trabalhadores uma forma de irem para a luta por mais que o que dizem ser possível. Basta de negociar nossos direitos com Rodrigo Maia, que as centrais sindicais convoquem assembleias de base em cada local de trabalho para construir a greve geral e derrotar a reforma da previdência.




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