Economia

GOLPE INSTITUCIONAL

Patronal do RJ exige ao golpista Temer privatizações, reforma da previdência e venda do pré-Sal

Em nota, a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) mostrou a que veio o seu apoio ao golpe institucional: exigiu cortes orçamentários, amplo programa de privatizações e a entrega do pré-Sal aos monopólios.

quinta-feira 12 de maio de 2016| Edição do dia

Segundo a nota a partir de “agora terá início um novo Governo. Um novo Brasil, que deve estar unido na busca pela superação da crise e da retomada do crescimento. O diálogo, há tanto tempo ausente do comando da Nação, estará de volta com Michel Temer. O Congresso Nacional também será chamado, mais uma vez, a dar uma contribuição inestimável para o futuro do País. É a hora da aprovação de reformas e projetos que recoloquem o Brasil no caminho do desenvolvimento econômico e social”.

A nota diz ainda: “O Sistema FIRJAN propõe como inadiáveis a adoção de uma nova política fiscal, com a fixação de metas para a dívida pública; a reforma da Previdência; um amplo programa de venda de ativos públicos; e a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto que altera as regras para a exploração do Pré-Sal.”

Nada menos que a privatização de “tudo o que for possível”, portos, aeroportos, rodovias, empresas estatais e semi-estatais, num salto superior ao que o PT vinha fazendo, incluindo a Petrobrás e as bacias do pré-sal, jogando o tapete vermelho para o saque dos recursos nacionais e para catástrofes ambientais como a da Vale/Samarco em Mariana.

Junto à FIESP e a Confederação Nacional da Indústria, a Firjan vem encabeçando a campanha patronal para que Temer inicie desde o “momento zero” uma agressiva agenda de ataques a todos os direitos sociais e econômicos dos trabalhadores e aposentados.

O presidente da CNI, Robson Andrade, defendeu “mudanças sérias” a partir da posse de Temer, para recuperar o “ambiente de investimento” no país: a aprovação do projeto de lei que regulamenta as terceirizações e a “valorização” dos acordos sindicais entre trabalhadores e empresários, ou seja, que o negociado esteja acima do legislado na CLT.

Toda a mídia repercute a idéia de que Temer terá pouco tempo para ganhar as graças do empresariado e dos banqueiros e aplicar as “reformas estruturais” necessárias. As agências de risco como a Moody’s, instrumentos de pressão do imperialismo sobre as distintas economias, já manifestaram opinião de que “os desafios apenas começam com o afastamento de Dilma”. Temer já vinha figurando em suas propostas ministeriais uma verdadeira CEOcracia de banqueiros e empresários que tem como tarefa de choque ataques mais duros dos que já vinham sendo aplicados por Dilma e pelo PT, que fortaleceram esta ofensiva golpista da direita.

Será com os métodos da luta de classes dos trabalhadores, das mulheres e da juventude, com paralisações, ocupações de escola, piquetes e greves, que se poderá barrar os desígnios deste governo golpista e impor a batalha por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que questione toda a podre democracia dos ricos e faça os capitalistas pagarem pela crise, rumo a um governo dos trabalhadores.




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