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Patrões obrigam trabalhadores a votarem em seus candidatos

sexta-feira 5 de outubro| Edição do dia

Depois do caso escandaloso da rede de varejo Havan tomar proporções gigantescas na última segunda feira quando viralizou o vídeo em que Luciano Hang, dono da empresa, coage os trabalhadores a votarem no candidato Jair Bolsonaro para a presidência, aumentou nos Ministérios Públicos do Trabalho do país a quantidade de trabalhadores que sofreram algum tipo de pressão por patrões sobre a questão do voto. Isso vai contra as leis trabalhistas e é inconstitucional.

O Ministério Público do Trabalho, em conjunto com os 24 MPTs de todo o país, dez estados, além do Distrito Federal e de Capinas, registraram 121 denúncias contra pelo menos 23 empresas nos últimos quatros dias.

De acordo com Ronaldo Fleury, procurador - geral do MPT ’’Eu tenho 25 anos de Ministério Público e em todo esse período só tinha me deparado antes com um caso semelhante, de um candidato que forçava seus empregados a votar nele, há mais de oito anos. Este volume de denúncias que tem chegado, a quantidade de empregadores praticando esse ato, é algo que causa espanto a todos nós’’.

É nítido que o patrão que pressiona o trabalhador a votar no seu candidato, na verdade sabe que o programa que este candidato defende vai favorecer a ele e ser contrário aos trabalhadores e demais setores populares da sociedade. Como o programa de Jair Bolsonaro, que se trata de um aprofundamento de ajustes neoliberais, privatistas e ataques sobre os direitos dos trabalhadores que o governo golpista de Michel Temer vem implementando.




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