Patrões demitem funcionários e reivindicam "guerra" de Bolsonaro com governadores

A rede de pizzarias Parmê e a churrascaria Fogo de Chão, ambas do Rio de Janeiro, demitiram juntas mais de 1.200 funcionários em meio à pandemia. Além de colocar mais de mil famílias na rua em plena pandemia, os donos das marcas se negaram a pagar a rescisão dos contratos de trabalho alegando que o governo e a prefeitura é que são responsáveis por esse pagamento.

sexta-feira 15 de maio| Edição do dia

Empresários cariocas, um estado com grande peso do bolsonarismo, demitem 1200 funcionários em meio à pandemia, sem pagar a completude dos direitos trabalhistas, declarando que quem deve pagar deve ser a prefeitura ou o governo do estado. Isso acontece em meio aos enfrentamentos políticos entre os governadores, principalmente Dória e Witzel, e Bolsonaro.

Fogo de Chão e Parmê utilizam o artigo 486 da CLT, que foi utilizado por Bolsonaro em sua luta política com os governadores: “Tem um artigo na CLT que diz que todo empresário ou comerciante que for obrigada a fechar seu estabelecimento por decisão do respectivo chefe do Executivo (…) Os encargos trabalhistas quem paga é o governador e o prefeito. Tá ok?”

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Em declarações ao Diário do Rio, funcionários desses estabelecimentos falaram sobre suas demissões: ”Eles nos colocaram de férias e, na volta, avisaram que não iam abrir mais. Eu devia receber cerca de R$ 4 mil, mas pagaram só R$ 1.700, que já acabaram há muito tempo”, contou a Ana Maria, caixa da pizzaria Parmê, que continua aberta para deliverys. A funcionária N. da churrascaria Fogo de Chão comentou: “Botou todos de férias por 10 dias e depois fez reunião para demitir todos e falando que a multa e aviso era pelo Governo, mas como vamos fazer para receber? Ninguém soube informar.”

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O fundo dessa “guerra” dos empresários contra os governadores e em prol de Bolsonaro, tem como fundo o fim da quarentena, a favor de seus lucros por cima das vidas da classe trabalhadora que para eles nada valem. Mas os governadores nada tem de mais racionais que o bolsonarismo, para não falar o óbvio - ajudaram esse a se eleger - se negam a ter políticas de testagens massivas, negam aos trabalhadores da saúde proteções básica e estiveram à frente ou em apoio a anos de sucateamento do sistema de saúde. Para falar do Rio de Janeiro, em específico, Witzel em meio à pandemia, quer avançar em projetos de privatização, como da UERJ e CEDAE, entre outros.




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