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Pastor, novo ministro da justiça chama Bolsonaro de "profeta" e afirma ser seu "servo"

André Mendonça assumiu o cargo de ministro da justiça afirmando ser um "servo" de Bolsonaro, a quem considera um "profeta". Mostrando seu fundamentalismo religioso, o novo ministro parece não entender o conceito de laicidade do Estado.

sexta-feira 1º de maio| Edição do dia

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, assumiu mostrando abertamente seu fundamentalismo religioso. Mendonça que é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasilia não poupou elogios ao presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “profeta”. O "profeta" Bolsonaro é o mesmo que há poucos dias fez piada sobre as milhares de mortes no Brasil dizendo ser "Messias mas não fazer milagres".

Mendonça prometeu uma atuação “técnica” à frente da pasta. “Lutarei com todos os esforços no combate à criminalidade”, disse. “Vamos fazer operações conjuntas. Cobre de nós, presidente, mais operações na Polícia Federal”, reforçou.

O novo ministro da Justiça demonstrou, ainda, alinhamento com a postura de Bolsonaro contra a imposição de medidas de isolamento social nos Estados. “A crise não envolve só a saúde, mas emprego, subsistência e direito de ir e vir. Temos de ser capazes de colocar o povo em primeiro lugar”, disse Mendonça.

O "terrivelmente evangélico" ministro soma-se ao demais reacionários deste governo como Damares Alves a principal figura do governo no combate as demandas das mulheres e LGBT em mais uma clara demonstração do aprofundamento da relação entre o Estado e as igrejas.

Frente ao colapso dos sistemas de saúde pelo país e a morte de milhares de pessoas, Bolsonaro e seus capachos, como o novo ministro Mendonça, que defendem o afrouxamento do isolamento social, mas também os governadores, congresso e militares seguem sendo os responsáveis pela situação de total descaso e calamidade, com a falta de testes massivos para uma quarentena racional e que tem resultado nas cenas aberrantes de milhares de covas abertas, caixões lacrados e corpos sendo enterrados sem que seus parentes possam seque se despedir.

Por isso, é fundamental que o sentimento crescente de Fora Bolsonaro, possa se estender a Fora Mourão e os Militares que são inimigos da classe trabalhadora e todos os oprimidos. Através da organização dos trabalhadores, com setores oprimidos na linha de frente, podemos enfrentar todo o autoritarismo destes setores fundamentalistas que utilizam de antigos preconceitos patriarcais para descarregar a crise econômica nas costas do povo trabalhador.




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