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ELEIÇÕES

Partidos políticos da ordem recebem dinheiro do fundo partidário para começar a corrida eleitoral

Essa distribuição foi altamente concentrada: apenas 23 candidatos receberam 3 de cada 4 reais do dinheiro que saiu do Fundo Partidário. Com recursos limitados, as siglas estão canalizando as doações para os candidatos que consideram mais importantes, ou que têm mais chance de vencer. O poder nas máquinas partidárias também influencia na distribuição das verbas: detentores de cargo eletivos, como deputados e candidatos á reeleição, praticamente monopolizam os recursos do fundo.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

terça-feira 23 de agosto| Edição do dia

No ranking dos doadores, o PRB aparece em primeiro lugar, com R$ 3,758 milhões. A maior parte desse dinheiro foi mandada para seus candidatos no Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente Marcelo Crivella (R$ 1,145 milhão) e Celso Russomanno (R$ 750 mil) – que lidera as pesquisas de intenção de voto na capital paulista. A seguir está o PR, que repassou R$ 2,69 milhões, o DEM (R$ 2,105 milhão) e o PSDB (R$ 2,043). O PT, líder em arrecadação nas eleições mais recentes, encaminhou apenas R$ 590 mil do Fundo Partidário a seus candidatos até o momento, o que o deixou na nona colocação no ranking.

Além de repassar recursos do Fundo Partidário, algumas legendas estão atuando como intermediárias de doações de pessoas físicas. Cerca de R$ 2 milhões foram distribuídos dessa maneira até o momento. Metade dessa quantia foi intermediada pelo PMDB para um único candidato: Pedro Paulo Carvalho Teixeira, que concorre a prefeito do Rio. Foram 23 doações de pessoas físicas ao partido, totalizando pouco mais de R$ 1 milhão pelo PMDB, que depois foram repassadas para o peemedebista.

Além de repassar recursos do Fundo Partidário, alguns partidos estão atuando com doações de pessoas físicas. Cerca de dois milhões foram mandados dessa maneira até o momento. Metade dessa quantia foi intermedida pelo PMDB para um único candidato: Pedro Paulo Carvalho Teixeira, que concorre a prefeito do Rio.

Aconteceram 23 doações de pessoas físicas ao partido, totalizando pouco mais de 1 milhão pelo PMDB, que depois foram repassadas para o peemedebista.
Em São Paulo, além de Russomanno, outros candidatos que receberam recursos do Fundo Partidário foram o tucano João Doria e o petista Fernando Haddad. Doria recebeu R$ 500 mil do PSDB. Além disso, usou recursos próprios: fez uma doação de R$ 200 mil para sua campanha. Haddad (PT), candidato à reeleição, recebeu no total R$ 292 mil. A maior doação partiu da direção municipal do PT (R$ 267,4 mil), sendo que R$ 250 mil vieram do Fundo Partidário e o restante de pessoas físicas que doaram para o partido.

Marta Suplicy (PT) teve como principal doador o empresário José Isaac Peres (R$ 200 mil). Em segundo lugar, aparece Marcio Correa de Toledo, marido da candidata, empatado com o advogado José Yunes, assessor informal do golpista Michel Temer. No total, ela arrecadou R$ 380 mil até o momento.

Este é apenas mais um exemplo que mostra que as eleições burguesas esta muito longe de democráticas. Enquanto liberam o fundo partidário para os principais partidos da ordem, os políticos corruptos como Eduardo Cunha criam diversos mecanismos restritivos para poder dificultar a participação das organizações de esquerda, chegando ao cúmulo de impedir que os partidos de esquerda participem de debates na televisão.

Medidas como a do fundo eleitoral, mostram que o Estado está a serviço dos grandes empresários e banqueiros. É por conta disto que é criado inúmeras formas absurdas para fazer com que os candidatos dos ricos ocupem cargos importantes. Esta medida do fundo partidário, por exemplo, faz com que partidos como o PSDB, PMDB e PT estejam numa vantagem financeira ainda maior do que partidos da esquerda como o PSTU, PSOL, PCO e PCB.

É preciso dizer também, que muito dos candidatos que estão pleiteando para algum cargo nestas eleições são grandes empresários ou possuem grandes fortunas. Candidatos como o João Dória do PSDB, que conforme denunciado pela candidata a Vereadora Diana Assunção possui uma imensa mansão, tem plenas condições de financiar a sua campanha com o seu próprio dinheiro.

Por trás destas medidas eleitorais, está o fato de que o país passa por uma profunda crise econômica capitalista. Pra fazer com que esta crise seja paga pelos os trabalhadores e demais setores populares da sociedade, os grandes empresários e banqueiros tem que fazer eleger candidatos que tenham o perfil de impor ajuste e retirada de direitos. O elemento principal que faz os políticos corruptos, os grandes empresários e banqueiros restringirem o processo eleitoral é o medo de ter uma representante anti – capitalista capaz de desde do parlamento, impulsionar a luta dos trabalhadores e demais setores populares da sociedade.




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