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Partido de Bolsonaro vai ter ajuda de igrejas evangélicas para se legalizar

quarta-feira 18 de dezembro de 2019| Edição do dia

Aliança pelo Brasil, partido de Jair Bolsonaro, anunciou no último domingo(15) que irá começar ainda essa semana a recolher assinaturas para a sua formalização. Para isso, a sigla terá ajuda das igrejas evangélicas para conseguir as 491 mil assinatura necessárias para que o seu registro seja homologado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 4 de abril, assim, podendo concorrer às eleições municipais de 2020.

O desafio para o partido de Bolsonaro é conseguir todas as assinaturas em pouco mais de três meses, para isso ele possui a ajuda dos líderes das igrejas evangélicas de várias denominações, que estão dispostos a apoiar o processo de legalização do partido, como o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Silas Câmara (Republicano-AM) e o bispo Robson Rodovalho, presidente da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab).

Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, que possui 1,2 mil templos pelo país e 2 milhões de fiéis, em entrevista ao jornal O Globo, disse que recebeu um representante do partido, e uma das estratégias para agaranhar mais assinaturas para a formalização da Aliança pelo Brasil irá ser através dos grandes eventos da igreja, demonstrando apoio, ele afirma: “Vou ajudar. Estou à disposição. A visão que o presidente [Jair Bolsonaro] tem pelo Brasil merece esse gesto de apoiamento”.

Assim como teve papel importante na eleição em 2018, quando pastores evangélicos fizeram seus púlpitos de palanque político para Bolsonaro fazer sua campanha reacionária, enquanto fugia dos debates, e propagandearam fake news carregadas de machismo e homofobia. As igrejas evangélicas e seus líderes se mostram fundamentais novamente para a política Bolsonaro, entretanto esse apoio não se mostra de forma gratuita, como se mostrou em junho deste ano, quando o governo flexibilizou as normas para prestação de contas de Igrejas, facilitando a ocultação de patrimônio, evasão de divisas e a realização de outras medidas de enriquecimento ilícito que poderiam ser configuradas em lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato.




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