Educação

MOVIMENTO NOSSA CLASSE CONVIDA:

Participe do Encontro Virtual de Articulação contra a PL de Covas e a reabertura das escolas

Participe neste próximo domingo (26), do Encontro virtual de Articulação contra o PL de Covas e a Reabertura irracional das escolas, às 09 horas da manhã pelo Meet.

sexta-feira 24 de julho| Edição do dia

Neste próximo domingo (26), um dia após a paralisação dos trabalhadores de aplicativos, nós do Movimento Nossa Classe Educação estamos chamando um amplo encontro virtual, às 09 horas da manhã pelo Meet, de trabalhadores da educação da rede municipal e estadual, efetivos, temporários e terceirizados, a comunidade escolar e todos os grupos de oposição e combativos da categoria para debater uma articulação para enfrentar o irresponsável retorno às aulas e o enorme ataque à educação municipal representada pelo PL 452/20 de Covas (PSDB), que se utiliza da grave situação pandêmica, agravada pela catastrófica condução sem testes massivos e sem centralização do sistema de saúde, para reestruturar de forma extremamente mais precária a educação municipal de SP, inclusive “exportando” a categoria de temporários, que como também denunciamos, já tem um dramático retrato em 35 mil professores sem salários na rede estadual há mais de 4 meses.

Este Encontro Virtual de Articulação da nossa luta, chamado pela urgência da tentativa de Bruno Covas (PSDB) aprovar em tempo recorde, já nesta quarta-feira (29), um ataque tão profundo quanto o PL 452/20 é parte das iniciativas do Movimento Nossa Classe Educação que desde as eleições antidemocráticas no SINPEEM viemos batalhando para construir uma ampla unidade com os distintos grupos da Oposição para podermos organizar desde a base os trabalhadores da educação, para poder impor à burocracia de Claudio Fonseca e à Compromisso e Luta que reativem os organismos de discussão e deliberação da categoria como os REs e o Conselho Geral, para podermos lutar em defesa das vidas dos trabalhadores, dos nossos alunos e de seus familiares.

As lives do “Fala Rede”, uma iniciativa da Secretaria de Educação do Município com Bruno Caetano (PSDB) à frente, para fazer demagogia de construir junto à comunidade os protocolos de retorno às aulas, saiu pela culatra; e o que se vê é a revolta dos trabalhadores da educação, como bem colocou nossa companheira Grazi Rodrigues, representando a DRE Jaçanã-Tremembé.

Mas além das ótimas colocações dos trabalhadores da educação, e as péssimas respostas do Secretário, que inclusive disse que uma trabalhadora tinha “déficit de compreensão” por não concordar com essa irracional reabertura das escolas, o que tem de mais profundo são as expressões de auto-organização da categoria, uma tradição do município que frente a cada luta e greve isso retorna. São inúmeras as cartas e manifestos que estão sendo publicados por iniciativas dos próprios trabalhadores, a própria participação das lives tem organizado profundos debates dentro das escolas, e inclusive em algumas DREs, os representantes têm sido eleitos, um método bastante democrático que está na contramão das práticas da direção do SINPEEM.

Nós do Movimento Nossa Classe Educação acreditamos que todos os grupos de Oposição e os setores combativos deveríamos nos concentrar em ampliar todos estes iniciais movimentos de auto-organização, podendo generalizar em todas as escolas essas discussões com as comunidades, a publicação de cartas e manifestos, mas também podendo pensar como desde cada chão da escola podemos estruturar uma organização profunda e de base que seja capaz de articular os movimentos já existentes nas regiões para pressionar o nosso sindicato a ter que se colocar de fato na nossa mobilização, para que possamos barrar a PL de Covas e construir uma mobilização em toda a cidade.

Enquanto Claudio Fonseca fala em greve, sem nem reativar os REs e o Conselho Geral, nós precisamos preparar as bases para poder construir uma verdadeira mobilização, que parta de dialogar com todos os trabalhadores que não tiveram o direito à quarentena e que estão cada dia mais desesperados com o insuficiente auxílio emergencial que já tem data pra encerrar, enquanto o desemprego tem deixado inúmeros outros mortos, além da Covid-19.

Enquanto na rede municipal acontecem esses ataques, na rede estadual de educação vemos a mesma demagogia de João Doria (PSDB) e seu secretário da Educação, Rossieli Soares, de dizer que se preocupam com as vidas dos trabalhadores e dos alunos. Mas até agora não pagaram os salários dos professores temporários, mais de 35 mil que não tiveram sequer acesso ao auxílio emergencial, já que possuíam vínculos com o Estado.

A luta pelo pagamento imediato dos salários dos professores categoria O e eventuais, assim como a sua efetivação na rede, uma vez que já comprovam todos os dias com seu próprio trabalho (que não é de forma algum menor do que os efetivos) que têm plenas condições de cumprir os requisitos necessários e, portanto, têm que receber os mesmos direitos.

Esta luta de estaduais é a mesma do município contra a precarização da educação e de seus trabalhadores. Uma luta que também tem em São Paulo o PSDB como inimigo número um, e um importante obstáculo para erguer a nossa poderosa categoria de milhares de trabalhadores, que são as direções burocráticos dos nossos sindicatos. A competição entre quem é mais mesquinho é assustadora: no SINPEEM se realizou uma eleição antidemocrática durante a pandemia, que não teve nem 10% de participação e sobre os corpos dos nossos colegas de trabalho, se elegeu de forma ilegítima novamente a chapa de Claudio Fonseca como chapa única. Na APEOESP, em meio a esta situação absurda de 35 mil professores sem salários, a diretoria só propõe distribuir cestas básicas para quem for filiado ao sindicato.

É frente a esta dramática situação que se encontra a educação, e nós trabalhadores é que precisamos de uma organização que responda à altura dos nossos problemas. Nós do Movimento Nossa Classe Educação sabemos que este Encontro de Urgência que estamos chamando é uma pequena iniciativa, e que para podermos articular uma verdadeira resposta da categoria é fundamental que todos os grupos da Oposição e os professores combativos possam criar espaços de discussão e de organização, para que juntos possamos de fato impor tanto à direção do SINPEEM quanto da APEOESP que saiam das suas quarentenas e coloquem toda sua estrutura a serviço de que nossa luta seja vitoriosa.

Por isso, convidamos você, educador ou educadora da rede municipal ou estadual, seja efetivo ou temporário, ATE, trabalhadores de apoio, trabalhadoras da limpeza, pais, mães, alunos que estão vendo como estes ataques significam um enorme ataque à classe trabalhadora no acesso à educação e no direito à vida de nossa comunidade escolar, a participar deste encontro, neste domingo (26), às 09 horas da manhã pelo Meet, e podermos articular juntos uma resposta.

Para participar do encontro, entre em contato com o Movimento Nossa Classe Educação pelo whatsapp (11) 98538-2266 ou pela nossa página no Facebook




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