DEMISSÃO POLÍTICA NO RIO GRANDE DO SUL

Participe da campanha: #Readmissãojádosrodoviários

terça-feira 11 de agosto de 2015| Edição do dia

Na mesma sexta-feira (07/08) do anúncio do governo de novos ajustes, 7 rodoviários da Empresa Carris foram demitidos, 5 foram por justa causa, e 2 como eram delegados sindicais tiveram processos administrativos abertos. Não está descartada novas demissões por parte da empresa. A demissão foi em decorrência da paralisação na segunda (03/08), onde os rodoviários em assembleia no ínicio do turno manhã decidiram fechar os portões da garagem devido a insegurança que estava na cidade, com números altos de assaltos e até mesmo os bancos decidiram não abrir no dia.

Adailson Rodrigues, rodoviário reintegrado da empresa Trevo, falou sobre o significado das demissões: “As demissões na Carris não são uma mera perseguição aos trabalhadores de luta, trata-se de um caças as bruxas aberto em todas as empresas de ônibus após a forte greve que fizemos em 2014, e que se intensificou depois que a burocracia da Força Sindical voltou a vencer as últimas eleições do Sindicato. Empresas e o Sindicato estão juntos nesse plano de eliminar toda a vanguarda de rodoviários. De lá para cá já são mais de 20 demissões. Muito além do que uma simples demissão de trabalhadores de luta, é, sim, uma maneira de calar a boca de trabalhadores que também estão gritando um basta ao ajuste do governo Sartori”.

Sobre a continuidade da luta contra as demissões, Adailson expressou: “Ontem (07/08) mesmo foi feito um ato em frente à Carris, e decidiram que haveria hoje um encontro no Ministério Público do Trabalho, com um procurador. Foi feito esse encontro, foi discutido, e a situação realmente está tensa para a categoria. Vai ser instaurado inquérito, para que sejam investigadas essas perseguições por parte da companhia Carris. No dia de hoje, vai ser proposto um encontro com o prefeito José Fortunati, para debater essas demissões arbitrárias da Carris e, para semana que vem, uma série de atitudes, de atos políticos vai ser feita nos corredores, nas principais avenidas da cidade, dos rodoviários de outras empresas e de outros servidores, de outros setores, em apoio aos rodoviários”.

Por fim, Adailson pediu o mais amplo e necessário apoio para os rodoviários demitidos: “O ataque aos rodoviários é um ataque a todos os trabalhadores. A CUT ao invés de gastar seus recursos em defender o governo Dilma, poderia colocar os seus melhores advogados para defender os rodoviários, e não os corruptos como Dirceu e toda as quadrilhas do mensalão e da lava-jato da Petrobras. Por outro lado, as centrais anti-governistas como a CSP- Conlutas e a Intersindicais deviam fazer uma campanha muito mais ativa nas bases de outras categorias organizando distintas ações de solidariedade. E o PSOL em Porto Alegre, a Luciana Genro, minha companheira de Partido, gostaria muito que ela fizesse um manifesto em favor dos rodoviários, que ela viesse para frente da Carris fazer um ato junto conosco, usar 30 segundos pelo menos do tempo da TV para defender os rodoviários e os trabalhadores. Chamo a todos a apoiarem a nossa luta, a qual me emociono, pois sei que há muitos pais de família que estão precisando dessa solidariedade nesse momento”.




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