GOLPE DENTRO DO GOLPE

Parlamentares que armaram o golpe, agora se reúnem para especular sobre queda de Temer

Um grupo de deputados que se autointitula “G-8” da Câmara, e que teve papel protagonista no impeachment de Dilma, anda se reunindo para discutir a situação de Temer que foi acusado de corrupção passiva. O grupo que é composto por dois ministros de Temer, Mendonça Filho (Educação) e Raul Jungmann (Justiça), tem estado mais próximo a Rodrigo Maia, presidente da Câmara e primeiro na linha de sucessão a Temer.

quarta-feira 12 de julho| Edição do dia

O intuito das reuniões é traçar cenários para a situação do golpista Temer. Apesar de conter 8 no nome, os encontros se dão com um número maior de deputados, entre eles Heráclito Fortes (PSB-PI), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Marcos Pestana (PSDB-MG), Tadeu Alencar (PPS-PE), Rubens Bueno (PPS-PR), Danilo Forte (PSB-CE) e Benito Gama (PTB-BA). Em comum, todos têm o fato de serem próximos ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), esse último que assumiria a presidência caso Michel Temer caísse.

Segundo o Estadão a análise desses deputados é de o que o golpista Temer ainda tem força para derrubar a denúncia de corrupção passiva apresentada por Rodrigo Janot, procurador-geral-da República. Jarbas Vasconcelos, Tadeu Alencar e Rubens Bueno já indicaram que vão votar contra Temer.

Artistas têm se mobilizado e feito vídeos para que haja 342 votos que indiciem Temer. Os deputados fazem o jogo da política velha e neles não se pode confiar. O melhor para os casos de corrupção é que os juízes sejam eleitos, com mandatos revogáveis, por júri popular para que seja a classe trabalhadora junto com a população a decidirem quais os rumos que todas as investigações devem tomar.




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