Economia

PARASITISMO DA INICIATIVA PRIVADA

Parasitismo da iniciativa privada: renúncias fiscais a empresários atingirão R$ 306 bi no próximo ano

quarta-feira 5 de setembro| Edição do dia

O montante total proporcionado pelas renúncias fiscais do governo ultrapassarão o patamar de 300 bilhões de reais no próximo ano (exatos R$ 306,4 bilhões). Essa enorme cifra, que representa um valor de 4,2% do PIB, deixa de entrar no orçamento do governo devido a grande quantidade de benefícios concedidos, principalmente, à empresas na forma de subsídios e incentivos fiscais.

Os números mostram o tamanho do parasitismo da iniciativa privada sob o estado brasileiro. Enquanto a retórica liberal prega uma diminuição do estado, na prática os políticos distribuem a torto e a direita uma quantidade absurda de incentivos fiscais aos empresários em troca da promessa de geração de empregos e desenvolvimento, que como vemos pelo cenário de estagnação da economia, não condizem com a realidade.

Mesmo assim, em tempo de eleições, nas promessas dos candidatos sempre aparece o discurso de que é preciso dar mais incentivos aos empresários para promoverem emprego.

A chantagem empresarial faz que se destine bilhões para os empresários na forma de subsídios, comprometendo o orçamento, enquanto que para os gastos sociais a tarefa é sempre arrochar dado que não há dinheiro. A título de comparação, apenas os R$ 23 bilhões de renúncia fiscal que aumentarão ano que vem representam 80% do gasto anual projetado para o Bolsa Família. Os R$ 306 bilhões seriam suficientes para pagar o déficit fiscal do ano, de R$ 139 bilhões, deixando um saldo de ainda R$167,3 milhões.

Da mesma forma que o pagamento da dívida pública impõe o desvio de grande parte do orçamento do governo para o bolso dos banqueiros, as renúncias fiscais praticadas pelo Estado destinam outro grande montante de dinheiro diretamente para a garantia dos lucros dos empresários. Os empresários e banqueiros, a burguesia em geral, dispõe de diversos mecanismos de aparelhamento do estado para transformar seu funcionamento de acordo com seus interesses. Enquanto para os trabalhadores o discurso é sempre de corte de gastos e arrocho.




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