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Parar Porto Alegre contra Marchezan e os empresários do transporte

quarta-feira 16 de agosto| Edição do dia

Marchezan (PSDB), o prefeito dos empresários do transporte, quer que a população trabalhadora, os estudantes, os idosos e o povo pobre de Porto Alegre paguem pela crise, enquanto garante o lucro dos patrões e privatiza a cidade. Na última sexta (11) uma massiva manifestação dos estudantes, com muito apoio popular, mostrou indignação e disposição para lutar contra os ataques da prefeitura. É necessário unificar essa luta, junto à classe trabalhadora e todos os setores afetados. Retomar o caminho da greve geral, parar Porto Alegre e derrotar Marchezan.

Nos ônibus da capital os cortes de linhas e tabelas, autorizados pela EPTC e pela prefeitura, tornam o serviço mais lotado e demorado, e são justificativa para centenas de demissões na categoria rodoviária. Depois de aumentar a passagem para absurdos R$4,05, Marchezan extinguiu por decreto a integração da segunda passagem e quer atacar a meia passagem para estudantes e professores, e até as isenções para idosos! Quer ainda acabar com o cargo de cobrador, o que fechará milhares de postos de trabalho na cidade. As empresas alegam prejuízo, mas não temos acesso às suas contas. Somente a abertura de contas e a quebra de sigilo bancário de todas as empresas pode mostrar a real situação do transporte público.

Marchezan ainda pretende privatizar a Carris e o DMAE, entregando nas mãos dos empresários essas duas empresas e certamente tornando mais caro e precário esses serviços tão básicos. Já extinguiu a SEDA, que atendia animais de rua, tentou acabar com a Secretaria de Meio Ambiente e vem sucateando a FASC, que presta serviços de assistência social à população.

A exemplo do desastroso governo de Sartori, Marchezan também parcela salários e ataca direitos dos servidores. Na educação, impôs o fim do EJA, Educação de Jovens e Adultos, na rede municipal. Atacou o cursinho pré-vestibular de jovens de baixa renda e as bolsas de estudo do UNIPOA, também destinadas a estudantes pobres. Na educação básica Marchezan impôs um decreto de reorganização de horários e dinâmica das escolas sem nenhuma discussão com os educadores e comunidade escolar.

A prefeitura ainda quer aumentar o IPTU em até 50%, um roubo! Tudo isso para sustentar privilégios da casta política e dos CC’s de Marchezan, além de isenções milionárias como a que é concedida aos empresários do transporte (R$18 milhões por ano).

Para garantir um transporte público de qualidade temos que atacar o lucro dos empresários e não os trabalhadores e a população. Os rodoviários não precisam de um patrão (que só quer lucrar) para operar as linhas de ônibus e a população sabe muito bem de suas necessidade de locomoção na cidade. Por isso defendemos a estatização do transporte público, com controle dos trabalhadores e usuários.

A nível nacional Temer e congresso de corruptos destroem os direitos da classe trabalhadora e o futuro da juventude: PEC do teto de gastos, terceirização irrestrita, reforma trabalhista, reforma da previdência. Contra esses ataques, a classe trabalhadora do país inteiro paralisou suas atividades na greve geral do dia 28 de abril, quando Porto Alegre também parou. Milhares de jovens e trabalhadores demonstraram enorme combatividade na marcha à Brasília e também no dia 30 de junho, quando estava marcada uma greve geral que não ocorreu devido à traição das maiores centrais sindicais do país como Força Sindical, CUT e CTB.

Para derrotar Marchezan é necessário retomar o caminho da greve geral, com a força da unidade entre trabalhadores e estudantes. A última sexta-feira mostrou que a divisão imposta pelas direções sindicais e estudantis enfraquece o movimento. É necessário que o Simpa, a UMESPA e todas as direções que convocaram manifestações separadas construam uma luta realmente unificada, convocando espaços em comum de trabalhadores e estudantes para organizar ações conjuntas. Exigir também da direção do Sindicato dos Rodoviários que não só fale em luta, mas que convoque uma assembleia geral da categoria, aberta também a outros setores, para que trabalhadores municipários, rodoviários, e estudantes combatam essas medidas de maneira unificada e coordenada.

Com uma forte mobilização unificada é possível derrotar Marchezan! Parar Porto Alegre contra Marchezan e os empresários do transporte, a nossa vida vale mais que o lucro deles!




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