Gênero e sexualidade

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

Parar Natal no dia 08 pela legalização do aborto

É urgente organizar uma forte manifestação em Natal no dia 08/08, sob o mote “Façamos como as argentinas: lutar nas ruas para legalizar o aborto”

segunda-feira 30 de julho| Edição do dia

4 mulheres morrem todos os dias pelo aborto clandestino. Não somos donas dos nossos próprios corpos e não podemos decidir sobre eles, ao mesmo tempo, não temos nosso direito à maternidade garantido.A defesa do aborto legal, seguro e gratuito, ainda que tratada como extremamente polêmica, é uma demanda mínima de sobrevivência das mulheres e precisa ser arrancada.

Na Argentina, os lenços verdes da Campanha com os dizeres “Educação sexual para decidir, Contraceptivos para não abortar e Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer” se transformaram em uma inundação e estão em bolsas, paletós, jaquetas, chaveiros e até bengalas. No dia 08/08, a lei vai ao Senado e as mulheres estão em cada local de trabalho e estudo debatendo a necessidade de legalizar o aborto pelo direito à vida das mulheres.

No Brasil, cada mulher precisa tomar nas próprias mãos a luta para que nenhuma mulher morra mais pelo aborto clandestino. Isso significa debater no ônibus, na universidade, na escola, no trabalho. Nós do Pão e Rosas consideramos que esta é uma oportunidade única de construir uma grande campanha em torno da reivindicação e estamos batalhando para que se construa uma reunião ampla convocada pela Frente Estadual Pela Legalização do Aborto do RN, para trazermos a maré verde para o Brasil. Ainda assim, não achamos que esta reunião não se concretizar é algo que deve nos paralisar. Chamamos todas as mulheres e homens a marchar junto com o Pão e Rosas neste dia 8 de agosto, em que haverá marchas em SP, MG, RJ, RS e outros Estados. Assim acompanhando a votação pela legalização do aborto no Senado argentino, arrancando pela luta de massas das mulheres argentinas nas ruas contra a Igreja, o Estado e os empresários este direito elementar. Exigimos junto a elas e eles: educação sexual para decidir, contraceptivos para não abortar e aborto legal, seguro e gratuito para não morrer.

Nos dias 3 a 6 de Agosto ocorrerá uma audiência pública no STF, um dos principais atores do golpe institucional, sobre a ADPF 442 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) que trata a descriminalização do aborto e não tem caráter decisório. Entendemos que não devemos ter nenhuma confiança no STF, nem no Congresso Nacional, muito menos afirmar que uma audiência pública sem caráter decisório e de discussão exclusiva da descriminalização do aborto é o que vai conquistar a legalização do mesmo, como faz o PSOL pelo seu twitter. A Marcha Mundial de Mulheres faz demagogia e diz que luta pela legalização do aborto, enquanto não faz absolutamente nenhuma denúncia aos 13 anos de governo do PT, durante os quais milhares de mulheres morreram por aborto clandestino e que rifou os direitos das mulheres aos próprios corpos em acordos com a Igreja Católica e Evangélica, abrindo espaço para os setores que protagonizariam o golpe institucional. Denunciamos também a CNBB e a Igreja Católica brasileira, que estão militando contra o direito ao aborto, para que as mulheres sigam morrendo por abortos clandestinos.

Nenhuma confiança no STF ou no Congresso Nacional: façamos como as argentinas para que o aborto seja lei

Nesta sexta-feira, as 11:00, será realizada uma conferência na UFRN: “A Luta Pela Legalização do Aborto na Argentina - Lições para trazer a maré verde para o Brasil”, onde serão discutidas com Guadalupe Oliverio e Tomás Máscolo, ideias para construir também no Brasil uma forte luta pela legalização do aborto.

É urgente que as organizações de esquerda e grupos de mulheres se coloquem na perspectiva de centrar forças em construir uma verdadeira mobilização pela legalização do aborto em Natal, não confiando no STF e no Congresso, mas sim na força de luta das mulheres, trabalhadoras, trabalhadores e jovens, convocando uma ampla reunião para a construção de uma manifestação no dia 08/08. Nós do Esquerda Diário e Grupo de Mulheres Pão e Rosas exigimos a organização de uma manifestação para este mesmo dia, as 17:00, em frente ao Midway.




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