Gênero e sexualidade

POLÊMICA INTERNET

“Parada Hetero Brasil”: piada pronta na internet, combate diário na vida real

Uma pagina do facebook, chamada “Parada Hetero Brasil” que já se assume em sua descrição como reacionária, certamente defende a direita golpista e privilegiada dentro da sociedade. Fez uma publicação dizendo “Você nasceu hétero”, defendendo sua posição conservadora de que todas as pessoas nasceram héteros e determinadas sexualmente. Tiveram a resposta.

Ana Terra

Campinas

quarta-feira 27 de julho de 2016| Edição do dia

Porém, quando LGBT’s tiveram contato com essa publicação e com a posição da pagina que acredita apenas na família tradicional e branca brasileira como algo “normal”, mostraram que não são anormais, como defende a pagina em sua descrição “preservação do jeito normal de ser!”. Se manifestaram fazendo comentários mostrando sua indignação enquanto LGBT’s ”Olha nada contra, inclusive tenho amigos que nasceram héteros, mas eu nasci bem gay mesmo”, “meu amor, meu parto foi a preview de Born This Way, dá licença.”

A página ainda se coloca enquanto resistência dizendo “Somos Parada Hetero Brasil. Guardamos a ponte, e por nós ninguém passará, somos a resistência” Como se ser hétero ou viver dentro das normas tradicionais da sociedade fosse resistir, mudando totalmente o sentido de resistência para LGBT’s, que vivem dentro dessa estrutura social que não aceita algo que fuja de seus padrões. Ignora toda a opressão que passam gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e pessoas que não se identificam com gêneros, mas que não deixam de existir e resistir. Essas pessoas que resistem as caixinhas que são colocadas desde que nascem como: “rosa-menina”, “azul-menino”, “boneca-menina”, “caminhão- menino” são a verdadeira resistência em um mundo onde a liberdade é restrita. Sendo assim essa página entra em contradição com aquilo que defende quando diz,”lutamos por Deus, pela família tradicional, pelos bons costumes, pela liberdade individual”, sendo restrita a liberdade para quem é hétero, cristão, branco e não foge aos padrões sociais, onde fora desses muros não existe liberdade, mas apenas resistência dos que são agredidos e mortos em sua grande maioria nas periferias por uma polícia assassina.

Os comentários feitos na publicação mostram apenas como não há mais maneiras de viver dentro das caixinhas e a necessidade de romper com as estruturas em que vivemos hoje não só no Brasil, mas a estrutural capitalista de opressão e exploração, que dita como devem ser ou viver, porém não se sustenta em sua realidade!




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