Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Para se aposentar aos 65, professores terão que começar a trabalhar aos 16 após reforma da previdência

A reforma da previdência proposta por Temer irá eliminar as diferenças de regra para a aposentadoria dos professores, obrigando-os a contribuir por 49 anos para poderem ter sua aposentadoria integral.

segunda-feira 19 de dezembro de 2016| Edição do dia

Atualmente, as regras da previdência para os professores são diferentes. O tempo mínimo necessário são 25 anos de contribuição e 55 anos de idade para as mulheres e 30 anos de contribuição e 60 de idade para os homens se aposentarem com salário integral.

Com a nova reforma da previdência do golpista Temer, os professores não terão mais essa diferenciação e ficarão submetidos aos 49 anos de contribuição, 24 anos a mais do que a regra anterior para as mulheres e 19 para os homens. Sendo assim, os professores precisarão começar a exercer a profissão aos 16 anos se quiserem se aposentar aos 65.

Acontece que hoje os professores estão entre os profissionais que mais se afastam do trabalho por enfermidades. No estado de São Paulo foram concedidas 372 licenças para professores por dia no ano de 2015. 27,8% delas por transtornos mentais e 16,2% por esforço repetitivo. As péssimas condições de trabalho, salas super lotadas, duplas ou triplas jornadas de trabalho são as principais causas dos afastamentos. Agora, também, terá o agravante de professores que precisarão trabalhar em péssimas condições durante mais tempo. O que colabora com o projeto de sucateamento da educação no país e com a precarização do trabalho.

Todo esse pacote de reformas serve apenas para colocar todo o peso da crise nas costas dos trabalhadores. Piorar as condições de trabalho, congelar os gastos com a PEC 55, diminuir os salários, tirar o pouco que os idosos têm, sucatear a educação, acabar com a saúde pública fazem parte de um pacote para que os empresários continuem lucrando num momento de crise econômica. A única maneira de barrar essas medidas é a luta unificada entre os jovens e os trabalhadores com dias de paralizações, fortes atos de rua e mobilização nacional. Chamamos todos os professores a pressionar suas centrais sindicais como a CUT e a CTB para que saiam desse imobilismo e construam a uma forte resistência.

Não vamos deixar que os trabalhadores paguem pela crise!




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