Amazônia

Para salvar a Amazônia, Ricardo Salles defende “desenvolvimento comercial”

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, declara que para solucionar os desmatamentos ilegais, é necessário “monetizar” a região da Amazônia, investindo em desenvolvimento comercial, e demonstrando que para o atual governo, antes das questões ambientais, é preciso defender os interesses dos empresários.

quarta-feira 28 de agosto| Edição do dia

Em meio à mobilização internacional contra as queimadas e as últimas catástrofes na região da Amazônia, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, defende investimentos, privatização e industrialização para desenvolver comercialmente a região.

Para ele, a solução para os desmatamentos, extrações e demais infrações ilegais na floresta amazônica é “monetizá-la”, liberando o desenvolvimento comercial. Segundo ele, as pessoas recorrem a atividades ilegais, porque não há espaço para realizações dentro da lei, o que restringe o desenvolvimento de áreas na região.

No final do ano passado, quando Bolsonaro declarou que indicaria Ricardo Salles para ser o ministro do Meio Ambiente, foi descoberto que Salles, pertencente ao Partido Novo, estava sendo condenado por corrupção por favorecer mineradoras, um dos ramos da indústria que cruelmente explora os recursos naturais do país.

É absurdo que em meio a toda a catástrofe das últimas semanas o ministro do Meio Ambiente declare então que a solução para o desmatamento do meio ambiente seja investir no desenvolvimento comercial da região da Amazônia, aprofundando na verdade a defesa dos interesses predatórios de grandes empresários do agronegócio que, às custas da devastação ambiental e humana, lucram bilhões de dólares exportados anualmente em soja, milho, carne, dentre outros.




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