Economia

AJUSTE FISCAL

Para obter apoio, Temer compara os gastos privados com os gastos públicos.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

quinta-feira 6 de outubro| Edição do dia

O objetivo da propaganda é defender o teto para os gastos da União pelos próximos 20 anos pela via da PEC 241. O governo golpista usará a expressão responsabilidade com o dinheiro público.

De acordo com o governo golpista, quem já viveu na sua casa a situação de descontrole de gastos sabe que ele leva ao ’’desespero’’. A propaganda dirá que o dinheiro público não é ilimitado e que ’’cada centavo que o governo gasta é do cidadão’’.

Esta propaganda é apenas uma das frentes do governo para o esforço concentrado de aprovação da PEC 241. A estratégia de comunicação inclui ainda uma fala em rede nacional na noite desta quinta-feira (06) do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que vai reforçar esse discurso da necessidade do corte de gastos.

Por trás da propaganda de corte de gastos do governo de Temer, esconde a defesa do lucro dos grandes empresários e banqueiros, mas também dos salários políticos e dos funcionários de alto escalão. Enquanto a população sofre com a precarização dos serviços públicos precários, a retirada de direitos trabalhistas e sociais, os ricos estão obtendo dia após dia grandes taxas de lucro.

Ao fazer isso Temer quer aclamar uma suposta ’’unidade nacional’’ em torno dos ajustes. Ele quer dizer para o trabalhador que enquanto ele tem que apertar os cintos em casa, ou seja deixar de se alimentar, de vestir roupas e muitas das vezes até de pagar o aluguel de sua casa, o governo também terá que fazer o mesmo. Sabemos que isto é uma falácia, pois quem sai perdendo com os cortes são os trabalhadores.

A propaganda é uma tentativa desesperada do governo golpista tentar convencer os trabalhadores e os setores populares da sociedade a não se voltarem contra estas medidas impopulares. Este desespero do golpista Michel Temer, só mostra que a maioria da população não é favorável aos ataques que está sendo orquestrado e que está disposta a resistir a estas medidas.

Conforme afirmamos em textos anteriores, a atual situação política e econômica que o país vive abre grande espaço para termos uma grande mobilização dos trabalhadores e de setores populares da sociedade contra estas medidas impopulares. Para que isso aconteça, é preciso que a CUT e a CTB rompam com a sua paralisia e organize um plano de luta efetivo para barrar estes cortes.




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