ENEM 2020

Para o ministro da Educação, Milton Ribeiro, a realização do Enem 2020 "foi um sucesso"

Depois de recorde histórico no número de abstenções, o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que a realização do Enem 2020 foi um sucesso "No meio de uma crise, mobilizar milhões de pessoas, para mim foi um sucesso".

terça-feira 19 de janeiro| Edição do dia

Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi

Neste domingo (17), no primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, milhares de pessoas foram impedidas de entrar nas salas e fazerem as provas, devido super lotação nas salas. Com índice abstenção de 51,5%, um número recorde para o exame que em 2019, foi 23%.

Leia mais: 51,5% de abstenções e estudantes impedidos de entrar marcam ENEM pandêmico de Bolsonaro

Mesmo com o número crescente de casos do novo coronavírus, o MEC e o Inep mantiveram as aplicações das provas do primeiro dia do Enem 2020, que já havia sido adiado anteriormente. As provas, que eram para ocorrer em novembro do ano passado, foram remarcadas para janeiro de 2021.

Após recorde no índice de abstenção no primeiro dia de provas, a Defensoria Pública da União (DPU) encaminhou nesta segunda-feira (18) um pedido de adiamento do segundo dia de provas do Enem 2020 para Justiça Federal.

O pedido para adiar tem abrangência nacional e foi encaminhado à Justiça Federal de SP. As provas que estão marcadas para domingo (24), já haviam sido liberadas baseadas em declarações dos organizadores, de que as salas teriam lotação de, no máximo, 50% da capacidade total.

Além do adiamento, a ação pede que a prova do primeiro dia seja remarcada para quem não compareceu ao exame, já que, neste domingo (17), alunos foram impedidos de fazer o Enem porque as salas já haviam atingindo a capacidade máxima necessária para manter o isolamento, e tiveram que voltar para casa.

O defensor regional de direitos humanos da DPU em SP, João Paulo Dorini, pede ainda a condenação do Inep, autarquia do Ministério da Educação (MEC) responsável pela prova, e a União por litigância de má-fé. "Os réus não respeitaram o percentual de ocupação de salas com que tinham se comprometido, tendo induzido esse Juízo a erro [manter a data da prova]", escreve o defensor.

No Enem 2020, que ocorre durante a maior crise sanitária dos últimos tempos, manter o vestibular é aprofundar a relação de elitização das universidades. Os vestibulares, em condições normais, já são marcadores de exclusão social do ensino superior. Porém para o governo Bolsonaro e Mourão a aplicação da prova foi um sucesso, o ministro da educação, Milton Ribeiro afirmou "No meio de uma crise, mobilizar milhões de pessoas, para mim foi um sucesso" e "Eventualmente, se nós disséssemos que não teria Enem neste ano, para mim, seria um insucesso, uma derrota da educação brasileira". Eles assim como o congresso e o STF, junto do Inep, são responsáveis pela situação e pela aplicação do Enem 2020.




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