Política

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Para manter auxílio emergencial, governo chantageia com cortes na assistência social

Mostrando mais um vez seu descaso com o sofrimento da população em meio a pandemia, o governo da "gripezinha" agora ameaça cortar diversos auxílios sociais como condicionante para prorrogar o auxílio emergencial. Abono salarial, farmácia popular e seguro-defeso estão na mira do governo.

terça-feira 19 de maio| Edição do dia

O secretário de economia, Adolfo Sachsida, disse que o auxílio emergencial foi feito para durar "três meses e acabou" e que qualquer programa futuro só terá espaço no Orçamento com a revisão de outros gastos.

Enquanto a maior parte da população passa por uma situação de crise profunda, com quase 40% dela perdendo total ou parcialmente a renda, segundo dados da CNI, o governo de Bolsonaro e o ministro da Economia com seus secretários ameaçam que para manterem o auxílio emergencial precisaria se cortar gastos de auxílio social.

Entre os "gastos sociais considerados ineficientes" está o abono salarial, seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período que a pesca é proibida) e a farmácia popular.

O abono salarial é pago para os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos e estão cadastrados no PIS há 5 anos. O abono salarial pode dar até um salário mínimo no máximo para pessoas que trabalharam todos os meses do registro, sendo um complemento de renda que faz uma diferença fundamental numa família trabalhadora.

Ao mesmo tempo a farmácia popular que é uma assistência social mínima para ajudar aqueles que tem não tem como pagar os preços abusivos cobrados pelos monopólios farmacêuticos. Que se reforça no momento de crise da saúde pública, onde o acesso aos hospitais e tratamentos está limitado.

O que o governo tenta fazer é uma verdadeira ameaça aos trabalhadores que estão desesperados sem saber como pagar as contas do mês. Se é para cortar gastos comecemos pelos privilégios dos políticos que tem auxílio aluguel, paletó e até gasolina.

Também pensemos no montante gigante de dinheiro perdido pela não taxação das grandes fortunas, bem como a continuidade do pagamento da dívida pública que serve para favorecer os grandes investidores internacionais e sugar nossa riqueza.

Se queremos de fato solucionar a pandemia que assola milhões, comecemos com testes massivos para fazer uma quarentena racional, financiado com o dinheiro dos que hoje querem lucrar com a crise. Ao mesmo tempo, com a centralização do sistema de saúde para atender a todos que precisem. Também uma ampliação radical do auxílio emergencial que deveria ser de pelo menos R$ 2 mil para cada um que precise, e também a paralisação dos serviços essenciais sem corte de salário ou ameaça de demissão.




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