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Para governo francês, ataque a soldado no Louvre é "visivelmente de caráter terrorista"

sexta-feira 3 de fevereiro de 2017| Edição do dia

Abdullah Reda al-Hamamy é acusado de tentar entrar no museu do Louvre e ferir um militar com um facão no acesso à área comercial do subterrâneo, onde ficam as principais entradas ao museu, antes de ser baleado cinco vez por soldados do Carrossel do Louvre - área antiterrorismo do exército. Afirma-se que o homem gritou “Allahu Akbar”, ou seja, Alá é grande. No momento, ele está internado no hospital George Pompidou. Seu pai nega que o filho esteja envolvido em ações terroristas e credita ao governo francês de tentar incriminar o filho, criando um cenário de ataque terrorista, como parte de uma política xenófoba contra muçulmanos.

O Ministério do Interior disse, em seu Twitter, que manter a segurança do país é de responsabilidade de todos, pois o ocorrido nesta sexta-feira lembra o quanto a ameaça terrorista ainda é iminente. Outra declaração é do policial Luc Poignant à BFM-TV. Ele diz que a área foi esvaziada por precaução.

Milhares de soldados foram enviados para proteger possíveis alvos em torno da França, incluindo o Louvre - um dos mais importantes museus do mundo - desde que uma série de ataques terroristas nos últimos dois anos matou mais de 200 pessoas.

Sabe-se que há uma política xenofóbica consciente dos governos da ordem em incitar o ódio e o medo aos estrangeiros, portanto incidentes podem ser lidos como terrorismo de antemão, sem nem que haja averiguações profundas. Justificando, assim, ações contra refugiados e rígidos impedimentos de acesso nos países europeus.

Em tempos de acirramento e polarização política, acontecimentos como estes podem ser usados pelo governo para legitimar tais medidas reacionárias que confluem muito com ações como a de Trump, que quer construir um muro contra mexicanos e impedir muçulmanos de entrar nos Estados Unidos.




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