METRÔ SP

Para favorecer empresários, Metrô SP gasta R$ 1 milhão para trocar nome de estação

De acordo com dados do Diário do Transporte, a mudança de nome da estação Liberdade, em São Paulo, tem previsão de custo em R$ 1 milhão ao Metrô e R$ 900 mil à CPTM. Enquanto isso, trabalhadores sofrem com sobrecarga de trabalho e a população enfrenta caos por falta de estrutura.

segunda-feira 17 de dezembro de 2018| Edição do dia

De acordo com dados do Diário do Transporte, a mudança de nome das estações em São Paulo tem previsão de custar R$ 1 milhão ao Metrô e R$ 900 mil à CPTM. Nas duas companhias as mudanças de nomes foram feitas nos últimos dez anos, porém as sinalizações ainda não foram realizadas completamente para orientar os passageiros.

A estação Liberdade, da Linha 1-Azul, teve o nome alterado para Japão-Liberdade em julho de 2018, mas a estação Jardim São Paulo, por exemplo, da mesma linha, teve seu nome alterado para Jardim São Paulo – Ayrton Senna em outubro de 2011. O Metrô de São Paulo informou, por meio da Lei de Acesso à informação, que o custo excessivo é devido à troca e substituição dos seguintes materiais: “mapas da Região Metropolitana, do Transporte Metropolitano e das Linhas nas estações e nos trens do sistema; bem como as placas, marcos luminosos e totens dos acessos das estações”.

Algumas dessas mudanças já foram realizadas. A estações Japão-Liberdade e da Linha 10-Turquesa na CPTM já foi atualizado nos mapas das plataformas e nas estações no metrô, porém, nem todos os carros estão com as informações atuais. No metrô a previsão é para que elas sejam concluídas até janeiro de 2019 e na CPTM não foi informado prazo para o fim da atualização.

Os deputados ainda querem implementar uma série de mudanças de nomes que irão exigir gastos ainda maiores para fazer todas as alterações, o que mostra bem explicitamente quais são as prioridades do governo. Esse gasto excessivo para mudar o nome de estações está ocorrendo ao mesmo tempo que estão discutindo cortes nos orçamentos, privatização de linhas, terceirização das bilheterias e retirada de direitos de funcionários efetivos para precarizar ainda mais as condições de trabalho com o argumento da crise.

A grande questão é que essa crise existe só para alguns e os patrões a descontam nas costas dos trabalhadores e do povo pobre. Os grandes empresários que serão os verdadeiros beneficiados com a privatização das linhas, não a população que tem que lidar com a superlotação dos transportes e com as tarifas cada vez mais altas. Eles garantem seu lucro com a precarização do trabalho, por isso não ligam para o valor que será gasto com a mudança de nome das estações.

O transporte público de qualidade é um direito básico que toda a população tem que ter acesso. Por isso, o sistema de transporte, que hoje é gerido por patrões que apenas visam ao lucro sem se importar com as condições de trabalho e o melhor funcionamento das linhas, deveria ser sob gestão dos trabalhadores e controle dos usuários. Assim, fazendo com que os capitalistas paguem pela crise que eles criaram, o povo teria autonomia para decidir quais alterações devem ser feitas.




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