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Para esconder desemprego e desigualdade, Bolsonaro ataca IBGE e quer cortar pesquisas

“Se perguntar demais você vai acabar descobrindo coisas que nem queria saber", afirma Paulo Guedes para justificar a redução do Censo 2020 e a necessidade de se cortar das pesquisas do IBGE.

terça-feira 7 de maio| Edição do dia

A crise no IBGE segue nessa semana. O diretor de pesquisas do instituto, Claudio Crespo, foi exonerado pela atual presidente Susana Cordeiro. O diretor de informática, José Bevilacqua, também foi exonerado. As exonerações ocorrem em meio a um contingenciamento enorme nos gastos do instituto que hoje é responsável por inúmeras pesquisas importantes para o país, como a do Censo Demográfico. Foi cortado 87% dos R$ 250 milhões destinados às atividades de 2019.

Susana Cordeiro foi indicada a dedo por Paulo Guedes a fim de enxugar o orçamento do centro de pesquisa. Os sucessivos ataques ao IBGE por parte do governo Bolsonaro visam esconder dados fundamentais para se conhecer a situação do país, em especial dados de desemprego e de desigualdade social.

Como se não bastasse mentir sobre dados do IBGE no passado, o governo Bolsonaro vem numa escalada de ataques. No início do ano houve um corte de 25% do Censo 2020, que ainda aguarda aprovação no Congresso. A justificativa de Paulo Guedes, ministro da economia, é a de que devemos simplificar o questionário: “Se perguntar demais você vai acabar descobrindo coisas que nem queria saber. Sejamos espartanos, façamos as coisas mais compactas e vamos tentar de toda forma ajudar”, disse Guedes na sede do IBGE, no início do ano.

Com o aumento do desemprego chegando a quase 13% no primeiro trimestre, atingindo milhões de trabalhadores, Bolsonaro avança em medidas de falsificação e ataque à pesquisa, como se escondendo os dados fossem esconder a realidade.




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