Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Para enganar trabalhadores, Bolsonaro prepara campanha publicitária para reforma da Previdência

Assim como Temer, Bolsonaro articula uma série de campanhas publicitárias e “Roadshows” para poder passar a Reforma da Previdência, que fará com que trabalhemos até morrer.

terça-feira 5 de fevereiro| Edição do dia

Evaristo Sa/ AFP

Bolsonaro fará uma série de reuniões (conhecidas como “roadshow”) com empresários, a imprensa, partidos políticos e centrais sindicais, para apresentar o texto da reforma da previdência que é tão aclamada pelo mercado financeiro e que fará com que os trabalhadores paguem pela crise, trabalhem até seu último dia de vida e utilizem sua última gota de suor para enriquecer aqueles os quais Bolsonaro representa, a burguesia.

Da mesma forma, o governo vai articular campanhas publicitárias para naturalizar e tentar enfiar goela abaixo que tal reforma será benéfica. Lógico, espalhando e vomitando inúmeras fakes news ou utilizando jargões econômicos e supostos especialistas para fazer a cabeça da população para esses absurdos ataques.

Enquanto isso, um texto preliminar da reforma a ser encaminhado para a votação no Congresso mostrou a dureza das alterações propostas. O projeto propõe a idade mínima de 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres, acabando com a possibilidade de aposentadoria por tempo de contribuição.

Veja mais: Trabalhar até morrer: equipe de Bolsonaro quer igualar idade mínima para mulheres e homens

Para aprovar o projeto nos próximos meses, o governo Bolsonaro já prepara e promove uma movimentação de cargos e emendas para os parlamentares, em troca de apoio para constituir a base necessária de uma futura aprovação. É sabido de todos: para votar uma PEC ou qualquer outra coisa, deve se ganhar a base (257 deputados no caso da PEC) a partir de acordões diversos que incluem inúmeros privilégios, o mesmo “toma lá dá cá” que o Bolsonaro falou que ia acabar.

Acabar que nada! Para defender os interesses da burguesia, Bolsonaro e sua cúpula pretendem imprimir e intensificar os ataques. Assim como a fracassada tentativa do governo golpista de Michel Temer, essa será mais uma pro pacote de reformas que vem para por um fim nos direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora. Essa política herdeira do golpe institucional que fala em nome do “fim dos privilégios”, na verdade será uma bomba que destruirá os direitos trabalhistas em prol da facilitação de trabalhos precários e da diminuição dos encargos para os empresários.

Para barrar todas as reformas e os ataques do governo faz-se necessário que, ao invés de se reunir com a cúpula bolsonarista, as centrais sindicais saiam da paralisia que estão e formulem um verdadeiro plano de lutas junto aos trabalhadores, pois são os únicos que podem, com seu próprio programa, fazer com que os capitalistas paguem pela crise que eles mesmos criaram.




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